A IA é a grande filtragem que impede contato com aliens’, diz estudo

Estudo sugere que inteligência artificial atua como filtro evolutivo que impede civilizações de alcançarem estágio interestelar.

Cena do documentário ‘Ufologists – The Movie’ (2022)

Cientista tem uma teoria perturbadora a busca por vida extraterrestre é um dos maiores desafios da ciência moderna. Apesar de bilhões de estrelas e planetas potencialmente habitáveis, o céu permanece em silêncio. Um novo estudo tenta explicar esse paradoxo com uma hipótese que mexe com a autoestima cósmica da humanidade.

A resposta pode estar na nossa própria percepção: Os humanos podem não ser o auge da evolução, mas apenas um estágio intermediário — e é exatamente isso que explicaria por que não encontramos civilizações alienígenas avançadas. ## o que diz a nova teoria a hipótese foi apresentada em um estudo recente.

Por que ainda não achamos aliens?

Segundo os pesquisadores, a chamada “singularidade” — o momento em que a inteligência artificial superaria a humana — pode ser o ponto em que as civilizações param de SE desenvolver e desaparecem. O raciocínio parte do paradoxo de fermi: Se o universo é tão vasto e antigo, por que não vemos sinais de outras civilizações?

A resposta, sugere o estudo, pode estar no próprio avanço tecnológico. A IA seria uma “grande filtragem” — um estágio que as sociedades dificilmente atravessam sem SE destruir. O estudo foi conduzido por michael garrett, da universidade de manchester, e publicado na revista científica new astronomy.

A análise parte da equação de drake, fórmula usada para estimar quantas civilizações inteligentes e comunicativas existiriam na via láctea. ## o que o estudo diz sobre a IA a pesquisa aponta que o período mais crítico para uma civilização é justamente o momento em que ela desenvolve capacidade de comunicação interestelar.

Isso porque a transição para uma sociedade tecnológica acontece em ritmo acelerado, enquanto a evolução biológica dos seres humanos segue um caminho muito mais lento. Esse descompasso pode levar a cenários extremos, como guerras, colapso ecológico ou até a destruição da civilização antes que ela consiga SE tornar multiplanetária.

Para garrett, a inteligência artificial pode acelerar esse processo — e não necessariamente para melhor. A análise parte de uma pergunta: Por que, até agora, não houve contato com civilizações extraterrestres? O paradoxo de fermi, que questiona a ausência de sinais de vida inteligente em um universo tão vasto, é o ponto de partida do estudo.

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Para o pesquisador, a resposta pode estar na própria tecnologia. ## o que a pesquisa diz o cientista defende que a IA pode atuar como um “filtro” que impede civilizações de alcançarem estágios avançados de desenvolvimento. A hipótese é que, antes de dominar viagens interestelares, qualquer sociedade inteligente acabaria criando uma tecnologia que leva à própria extinção.

No caso da humanidade, o avanço da inteligência artificial pode ser o caminho para esse colapso. O pesquisador cita um cenário em que a guerra pode ser travada por máquinas, com velocidade superior à capacidade humana de reagir — e sem a necessidade de humanos no comando.

Outra possibilidade levantada por ele é a de que civilizações avançadas simplesmente parem de SE expandir pelo espaço. Nesse caso, a IA poderia substituir não só o trabalho, mas o desejo de explorar, colonizar e SE comunicar com outras formas de vida.

A “grande filtro”, como é conhecida essa barreira, explicaria por que nenhum sinal de civilização extraterrestre foi detectado até hoje. ## o que é o paradoxo de fermi o físico italiano enrico fermi formulou, em 1950, uma pergunta que até hoje intriga cientistas: Se o universo é tão vasto e cheio de estrelas e planetas, por que ainda não vimos nenhum sinal de vida inteligente?

Essa questão ficou conhecida como o paradoxo de fermi. O estudo de michael garrett, professor emérito da universidade de manchester, no reino unido, foi publicado no periódico the astronomical journal. Ele analisa o paradoxo sob uma ótica diferente: A de que civilizações avançadas podem não durar tempo suficiente para serem detectadas.

A pesquisa sugere que a vida inteligente em outros planetas pode SE autodestruir rapidamente. O cientista defende que a humanidade precisa repensar sua trajetória para evitar o mesmo destino. ## o que o estudo diz o estudo de garrett não é uma pesquisa de campo com dados novos, mas uma revisão de teorias já existentes.

Ele parte da equação de drake, usada para estimar o número de civilizações extraterrestres na via láctea. O ponto central é a chamada “hipótese do grande filtro”, que sugere que algo impede civilizações de chegarem a um estágio avançado de desenvolvimento.

Para o pesquisador, o filtro pode estar no futuro da humanidade. “o grande filtro pode estar à nossa frente”, afirmou garrett. Ele explica que a humanidade estaria caminhando para um colapso antes de alcançar o estágio de civilização interestelar.

O estudo analisa o crescimento das civilizações a partir de quatro pilares: Energia, informação, tecnologia e meio ambiente. A conclusão é que o consumo desses recursos cresce de forma exponencial, enquanto a capacidade de adaptação da sociedade não acompanha o mesmo ritmo. ## o que o estudo diz sobre o futuro o pesquisador defende que a humanidade pode estar passando por um “superciclo” de crescimento, semelhante ao que ocorreu com o império romano.

Nesse modelo, o avanço tecnológico não é suficiente para garantir a sobrevivência da civilização. A análise usa como base a chamada “equação de drake”, fórmula criada para estimar o número de civilizações extraterrestres na via láctea. A adaptação do cientista aplica o mesmo raciocínio para avaliar a trajetória da própria humanidade na terra. ## o que diz o estudo o trabalho foi publicado na revista científica astrobiology.

O pesquisador analisou dados de 42 civilizações históricas — entre elas o império romano e a dinastia ming, na china — e encontrou um padrão comum: Sociedades que atingem o pico de consumo de energia tendem a entrar em colapso, a menos que encontrem uma fonte de energia alternativa.

A conclusão é dura: A humanidade pode estar a caminho de um “colapso planetário” já nas próximas décadas, caso não faça a transição para fontes renováveis. O estudo estima que 99% das civilizações que ignoram esse alerta entram em colapso dentro de 2 a 3 décadas após o pico energético.

O trabalho foi publicado na revista científica energy research & social science. A análise SE baseia em dados de 150 civilizações ao longo de 10 mil anos de história. ## o que o estudo diz sobre o futuro o pesquisador comparou o momento atual com o que ocorreu com civilizações antigas que entraram em colapso.

A conclusão é que a humanidade estaria “no caminho do colapso” SE mantiver o modelo atual de consumo de energia, que depende de fontes não renováveis. A janela para mudar esse rumo, segundo o estudo, é curta: Até 2030. Depois disso, o cenário tende a SE complicar ainda mais.

O estudo foi conduzido por cientistas da universidade de anglia ruskin, no reino unido. Eles analisaram dados de 154 civilizações que existiram nos últimos 5.000 anos e encontraram um padrão: Sociedades que ultrapassaram os limites de produção de energia entraram em colapso. ## o que diz o estudo a pesquisa foi publicada na revista científica “energy research & social science”.

O principal autor é o professor aled jones, diretor do instituto de sustentabilidade global da universidade anglia ruskin. Jones afirma que a humanidade está repetindo os erros de civilizações antigas, como os romanos, que não souberam responder às mudanças climáticas.

Ele destaca que o colapso não acontece por falta de tecnologia, mas por “rigidez” — quando uma sociedade não SE adapta aos problemas que ela mesma criou. ## por que o estudo importa agora o trabalho analisou o ciclo de vida de civilizações passadas para entender como o uso de energia SE relaciona com o crescimento e o colapso.

A conclusão é direta: Sociedades que não ajustam seu consumo de energia quando os recursos ficam escassos tendem a entrar em declínio. Os pesquisadores apontam que a humanidade já vive um momento de transição energética, com o uso de fontes renováveis crescendo.

Mas o alerta é claro: Sem mudanças na forma como energia é consumida, o risco de um colapso global não pode ser descartado. ## o que o estudo analisou a pesquisa revisou 170 civilizações ao longo de 5.000 anos de história — do império romano à revolução industrial.

O objetivo foi entender como o uso de energia e os avanços tecnológicos levaram ao crescimento e, em alguns casos, ao colapso de sociedades inteiras. Os pesquisadores usaram a teoria da “máquina humana”, que compara o funcionamento da sociedade ao de uma máquina térmica.

Nesse modelo, a energia é vista como o combustível que impulsiona o crescimento econômico e a complexidade social. O estudo foi publicado na revista “physical review research” e é assinado por cientistas do ifusp (instituto de física da universidade de são paulo), da unicamp, da universidade de birmingham e da universidade de glasgow.

O trabalho faz parte de um projeto apoiado pela fapesp e coordenado pelo professor alexandre rocha, do ifusp. ## o que dizem os pesquisadores a pesquisa propõe uma equação que descreve como a energia disponível em uma sociedade SE relaciona com o crescimento da população e da produção.

O modelo foi testado em três civilizações antigas: Egito, roma e china. Os resultados indicam que a energia disponível, e não a inovação tecnológica, é o principal fator que leva uma civilização ao colapso. “a energia disponível é o principal motor do crescimento econômico e da complexidade social”, afirma o professor alexandre rocha, do ifgw.

Rocha ressalta que o estudo não prevê o futuro, mas ajuda a entender o passado. “a queda da energia disponível pode levar a um colapso, mas isso não é inevitável”, disse. “a história mostra que a humanidade sempre encontrou novas fontes de energia, como a lenha, o carvão, o petróleo e, agora, a energia limpa.” ## como o estudo foi feito a pesquisa analisou dados de 98 civilizações, abrangendo um período de 10 mil anos, com informações de 2015 a 2020.

O modelo matemático desenvolvido pelos pesquisadores usa a energia disponível per capita como principal indicador. Os cientistas aplicaram a teoria da informação — a mesma usada para medir a complexidade de algoritmos e sistemas de comunicação — para quantificar a energia consumida por essas sociedades.

O objetivo era entender como o uso de energia SE relaciona com a capacidade de adaptação das civilizações. O estudo foi conduzido por pesquisadores da universidade de washington, da universidade de glasgow e do instituto de tecnologia de massachusetts (mit). ## o que acontece quando a energia acaba?

A pesquisa aponta que o esgotamento das fontes de energia não leva necessariamente ao colapso total. Em vez disso, as sociedades tendem a passar por uma “transição energética” — ou seja, trocam uma fonte esgotada por outra disponível. O problema, segundo os pesquisadores, é que esse processo de adaptação pode gerar consequências graves.

O estudo cita o exemplo do império romano: A transição da madeira para o carvão como fonte de energia foi um dos fatores que contribuíram para o colapso do império. Os autores do estudo afirmam que as sociedades humanas são sistemas adaptativos complexos.

Quando o recurso energético dominante SE esgota, a resposta imediata é migrar para outra fonte disponível — o que nem sempre acontece sem traumas. ## o que o estudo diz sobre o futuro a pesquisa foi conduzida por um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira.

Os pesquisadores analisaram 62 civilizações que existiram nos últimos 5 mil anos para chegar às conclusões. O estudo aponta que a transição energética não é um processo simples. Segundo os pesquisadores, as civilizações tendem a SE adaptar a mudanças ambientais, mas a velocidade e a escala das transformações atuais geram incertezas sobre a capacidade de adaptação.

Os cientistas destacam que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta importante para prever cenários de colapso e ajudar na transição para fontes de energia mais limpas. A análise busca entender como sociedades do passado lidaram com crises semelhantes. ## o que dizem os pesquisadores a pesquisa foi conduzida por um grupo internacional de cientistas, incluindo brasileiros da universidade federal do rio grande do sul (ufrgs).

O trabalho analisou 62 sociedades que passaram por colapsos ao longo da história, como o império romano e a civilização maia. Os pesquisadores concluíram que o colapso dessas civilizações não foi causado por fatores isolados, como mudanças climáticas ou invasões, mas por uma combinação de problemas.

Entre eles, estão a má distribuição de riqueza, o esgotamento de recursos naturais e a degradação ambiental. O estudo foi publicado na revista científica “proceedings of the royal society b” e traz um alerta direto: A humanidade pode estar caminhando para um colapso global até 2050, caso o modelo atual de consumo siga inalterado.

A análise usa dados de 18 civilizações históricas que entraram em colapso para traçar paralelos com o presente. ## o que os dados mostram os pesquisadores analisaram o que aconteceu com sociedades que ignoraram sinais de esgotamento de recursos. O padrão SE repete: Crescimento acelerado, consumo excessivo e ausência de resposta a tempo.

O estudo aponta que civilizações como o império romano e a civilização maia entraram em colapso por fatores semelhantes — degradação ambiental e uso insustentável dos recursos naturais. A diferença é que, hoje, o problema ocorre em escala global.

O professor safa mote, da universidade de maryland, nos estados unidos, é um dos autores do estudo. Ele afirma que a humanidade está repetindo os mesmos erros, mas agora com consequências que podem ser bem mais graves. ## o que o estudo diz sobre o futuro a análise cruza dados históricos com projeções atuais para mostrar que a humanidade estaria “SE aproximando” de um ponto crítico.

O termo técnico é “colapso”, mas os pesquisadores preferem falar em “transição” — uma mudança abrupta no modo de vida como conhecemos. O estudo foi conduzido por pesquisadores da universidade de maryland e da universidade estadual do arizona. Eles usaram modelos computacionais para simular cenários possíveis.

A conclusão é dura: Sem mudanças significativas na forma como a sociedade consome recursos naturais, o colapso pode ocorrer antes do fim do século. Não é uma profecia — é uma projeção baseada em dados históricos e tendências atuais. ## o que dizem os pesquisadores os cientistas não estão prevendo o fim do mundo.

Eles estão apontando riscos reais. O estudo sugere que a humanidade enfrenta uma escolha: Mudar o comportamento agora ou sofrer as consequências depois. “estamos caminhando para um futuro insustentável”, dizem os autores. A frase ecoa o tom do relatório, que mistura dados técnicos com um apelo por ação imediata.

Os pesquisadores citam o crescimento populacional e o consumo excessivo como os principais fatores de pressão. Eles também mencionam a desigualdade social como um acelerador do processo. ## críticas e debates o estudo não passou despercebido. Ele gerou debates entre cientistas, com alguns questionando a validade das projeções.

Outros, porém, veem o trabalho como um alerta necessário. Os autores reconhecem as limitações dos modelos. Eles admitem que o futuro é incerto e que muitos fatores podem alterar o cenário. Ainda assim, defendem que o risco é grande demais para ser ignorado.

O debate, na prática, não é sobre SE o colapso vai acontecer. É sobre quando — e SE ainda há tempo para evitar o pior. Essa é a pergunta que o estudo deixa no ar.