Estudo em 894 cães revela que porte pequeno reduz perda genética em 35%

Um estudo divulgado na segunda-feira (6) pelo Dog Aging Project mapeou o DNA de 894 cães nos Estados Unidos e encontrou pistas sobre por que alguns vivem mais. A pesquisa mostra que o sexo e, principalmente, o porte do animal influenciam diretamente a expectativa de vida.
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O envelhecimento celular é mais acelerado em cachorros machos e de raças grandes.
Os cientistas analisaram a metilação do DNA, um mecanismo químico que regula o material genético e funciona como um marcador do envelhecimento. Com o passar dos anos, essa regulação falha, o que está ligado ao surgimento de cânceres e outras doenças típicas da idade avançada.
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Perda de controle genético é 35% maior em cães extragrandes
O foco do estudo foi o chamado “gene saltador” LINE1, que se duplica e ocupa espaços indevidos no genoma. Na juventude, a metilação consegue controlar esses invasores, mas com o tempo o mecanismo perde eficácia.
A descoberta principal é que mais de 40% das regiões do DNA “invadidas” pelo LINE1 perdem marcas de metilação conforme o cachorro envelhece. Essa perda é 35% maior em raças de porte extragrande quando comparadas às de porte pequeno.
“Isto sugere que o envelhecimento pode ser causado, em parte, pela redução do controle sobre estes ‘genes saltadores'”, afirma o pesquisador Blaise Mariner, coautor do estudo, em publicação da Arizona State University.
Cadelas têm vantagem genética contra o envelhecimento
O sexo do animal também pesa na equação. Cada cromossomo X dos cachorros machos apresentou mais marcas de metilação do que o das fêmeas. Isso indica que a presença de dois cromossomos X no genoma feminino pode oferecer um controle maior sobre os genes saltadores.
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Na prática, é possível que as cadelas tenham um mecanismo de regulação mais eficiente contra os efeitos da idade e as doenças associadas a ela.
Pesquisa com cães pode ajudar a entender envelhecimento humano
O estresse de ver um companheiro canino envelhecer e adoecer é conhecido por tutores. Outros estudos já buscaram indicadores de longevidade para a espécie, como o porte físico. Mas a utilidade da pesquisa vai além: os mesmos componentes que determinam a vida dos cachorros podem servir para analisar a vida humana.
“Nosso trabalho sugere que elementos como o LINE1 podem ser uma parte fundamental do envelhecimento em mamíferos”, diz o autor do estudo Noah Snyder-Macker. “Se for o caso, abordar estes elementos ou os mecanismos de regulação pode ser uma via promissora para futuras terapias de extensão da vida humana.”
Editoria:
Redação Variedades
A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



