Estudo revela que humanos e macacos compartilham risadas com ritmo semelhante há 15 milhões de anos

A pesquisa da Universidade de Warwick sugere que a evolução do riso entre humanos e macacos pode ter influenciado o desenvolvimento da fala.

25/06/2026 13:48

3 min

Símios, grupo de mamíferos primatas que inclui os macacos, os grandes antropoides e o próprio ser humano, podem ter rido com um ritmo semelhante ao dos humanos modernos há pelo menos 15 milhões de anos
Símios, grupo de mamíferos primatas que inclui os macacos, os gr...

Um estudo recente revelou que macacos e humanos compartilham risadas com um ritmo semelhante há pelo menos 15 milhões de anos. A pesquisa, intitulada “O ritmo e a sincronização do riso revelam que a plasticidade vocal humana se situa num contínuo hominídeo”, foi publicada na quinta – feira (25) na revista Communications Biology e indica que o riso humano se tornou mais rápido e variável ao longo do tempo.

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Importância da Pesquisa

Os cientistas envolvidos no estudo são Chiara De Gregorio, Marina Davila Ross e Adriano R Lameira, todos da Universidade de Warwick, em Coventry, Reino Unido. Até o momento, não estava claro como o ritmo do riso evoluiu entre os primatas. Os pesquisadores acreditam que essa evolução pode ter sido um fator decisivo para o desenvolvimento da fala humana.

Ainda segundo a pesquisa, embora diferentes ramos da família dos hominídeos tenham criado repertórios vocais distintos, o riso se manteve como uma vocalização conservada, independente de idade ou gênero. As variações na temporização e na flexibilidade do riso podem refletir mudanças evolutivas no controle vocal entre as espécies.

Grupo Avaliado e Metodologia

Para realizar a análise, foram observadas sequências de risos de cinco táxons de grandes primatas: quatro orangotangos (Pongo pygmaeus), gorilas (Gorilla gorilla), três bonobos (Pan paniscus), quatro chimpanzés (Pan troglodytes) e quatro humanos (Homo sapiens), com idades variando entre seis meses e sete anos.

Ao todo, os cientistas examinaram 140 sequências de risos, medindo os intervalos entre cada emissão sonora.

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A pesquisa constatou que o riso dos grandes primatas é isócrono, apresentando intervalos regulares entre as explosões vocais. Esses resultados ampliam evidências anteriores sobre a isocronia nas vocalizações dos orangotangos para incluir outros grandes primatas.

Resultados e Implicações

As análises mostraram que o ritmo do riso nos primatas acelerou ao longo do tempo, sendo modelado pela distância filogenética entre as espécies. No caso dos humanos, uma temporização variável é percebida como mais positiva social e emocionalmente do que uma temporização rígida.

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Isso sugere que a variabilidade no ritmo do riso pode transmitir informações relevantes sobre estados emocionais e intenções sociais.

Além disso, os humanos demonstram uma capacidade de alterar a velocidade do riso conforme a situação; por exemplo, eles riem mais rapidamente quando recebem cócegas em comparação com momentos de brincadeira. Essa flexibilidade no ritmo é maior nos primatas mais próximos dos humanos.

Os resultados indicam que a evolução dos grandes símios e humanos levou ao aumento gradual da flexibilidade no controle dos sons vocais, contribuindo possivelmente para o surgimento da fala e da linguagem.

A pesquisa traz novas perspectivas sobre as raízes evolutivas da comunicação humana através do estudo das vocalizações em primatas.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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