Estudo do UCL revela que artes podem desacelerar o envelhecimento biológico como atividade física

Estudo do University College London revela que o envolvimento com artes pode retardar o envelhecimento biológico, rivalizando com a atividade física. Descubra

17/05/2026 06:26

2 min

Estudo do UCL revela que artes podem desacelerar o envelhecimento biológico como atividade física
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Revela Benefícios das Artes na Desaceleração do Envelhecimento

Um novo estudo sugere que o envolvimento com artes e cultura pode ser tão eficaz quanto a atividade física na desaceleração do envelhecimento biológico. Pesquisadores do University College London (UCL) analisaram dados de sete relógios de envelhecimento, que medem o acúmulo de biomarcadores para determinar a idade biológica, de mais de 3.500 indivíduos no Reino Unido.

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Os resultados foram publicados na revista Innovation in Ageing na segunda-feira (11).

A coautora do estudo, Feifei Bu, do departamento de ciências comportamentais do UCL, comentou que a pesquisa revelou que tanto a frequência quanto as diversas formas de envolvimento com as artes podem contribuir para retardar o processo de envelhecimento.

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Embora os resultados não tenham surpreendido os pesquisadores, já que estudos anteriores mostraram conexões entre a participação em atividades culturais e melhores resultados em saúde, este é o primeiro a investigar essa relação de forma tão abrangente.

Impacto das Artes na Saúde

Bu explicou que as artes englobam uma variedade de atividades que oferecem diferentes “ingredientes ativos”, como estética, estimulação sensorial e interação social. O estudo indicou que os efeitos do engajamento com as artes são comparáveis aos da atividade física.

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Os resultados foram mais evidentes entre adultos de meia-idade e idosos com 40 anos ou mais, levando em conta fatores como renda e outras variáveis.

“Nossa pesquisa demonstra que tanto a frequência quanto a diversidade de envolvimento são importantes. A forma ideal de engajamento varia de acordo com os interesses e preferências individuais”, afirmou Bu. Ela destacou a relevância de integrar as artes nas estratégias de saúde pública, enfatizando seu potencial valor.

Reações de Especialistas

A equipe de pesquisa planeja analisar dados semelhantes em diferentes países e populações, além de investigar como outros resultados biológicos podem ser influenciados pelo engajamento cultural. James Stark, professor de humanidades médicas na University of Leeds, elogiou a pesquisa, descrevendo-a como “detalhada e robusta”, e ressaltou a importância do investimento nas artes e cultura para a saúde.

Eamonn Mallon, professor de biologia evolutiva na University of Leicester, também comentou sobre a pesquisa, afirmando que é a primeira a explorar a associação entre atividades culturais e um envelhecimento biológico mais lento em nível molecular.

Mallon destacou que, embora os resultados sejam promissores, ainda não é possível afirmar que visitar um museu necessariamente leva a um envelhecimento mais lento, pois pessoas biologicamente mais jovens podem ter mais propensão a participar de atividades culturais.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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