Estátua de Charlie Kirk é inaugurada na Times Square um ano após morte do ativista

Uma estátua em homenagem ao ativista conservadorCharlie Kirk, morto há exatamente um ano, foi inaugurada na Times Square, em Nova York, na quinta – feira (10). Kirk foi baleado no pescoço durante um debate na Universidade Utah Valley, em Orem, Utah, quando tinha 31 anos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A obra em tamanho real, feita de estrutura metálica revestida de resina, mostra o ativista segurando um microfone e vestindo um moletom com a palavra “LIBERDADE” estampada.
O artista Sergio Furnari revelou ao jornal britânico The Guardian que bancou os custos do próprio bolso: foram 100 mil dólares investidos em materiais e mão de obra. Antes da cerimônia, Furnari pediu calma aos presentes, enquanto o ativista de direita Jake Lang gritava slogans contra grupos específicos. Lang, que foi perdoado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seu envolvimento em episódios anteriores, participou da inauguração ao lado de Furnari.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Clima tenso e apelo à civilidade
Durante a apresentação, Jake Lang gritou: “Lutem por Charlie! Lutem por Charlie!” Mais cedo, ele havia bradado: “Mamdani tem que ir embora! Fiquem longe do Marco Zero!” Apesar do tom exaltado, Sergio Furnari tentou conter os ânimos e direcionar o foco para a memória de Kirk. “Trata – se de amor, diálogo e paz.
Só isso. Por favor. Vamos ser civilizados”, disse o artista, segundo relatos.
A morte de Charlie Kirk, ocorrida em 2025, gerou comoção entre setores conservadores dos Estados Unidos. O ativista era conhecido por sua atuação incisiva em debates universitários e pela fundação da Turning Point USA, organização que ganhou força entre jovens de direita.
A escolha da Times Square para a estátua não foi por acaso: o local é um dos símbolos mais icônicos de Nova York e costuma receber manifestações e homenagens públicas.
Leia também
Crescimento da Turning Point USA após a morte de Kirk
No ano que se seguiu ao assassinato de Kirk, a Turning Point USA, organização que ele cofundou, expandiu significativamente sua presença em instituições de ensino. O grupo informou que agora conta com mais de 3.500 núcleos em escolas de ensino médio em todo o país — um aumento de 180% em relação ao período anterior à morte do ativista.
Já nas universidades, são mais de 1.500 núcleos, o que representa um crescimento de mais de 60% desde o falecimento de Kirk.
Os números indicam que a organização conseguiu capitalizar a comoção gerada pelo assassinato e ampliar sua base de apoio entre jovens. A Turning Point USA passou a investir ainda mais em eventos e materiais de divulgação, mirando principalmente estudantes do ensino médio.
Para muitos analistas, a expansão reflete tanto a polarização política crescente no país quanto a eficácia da máquina de mobilização construída por Kirk antes de sua morte.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



