Estagiário de Direito demitido por oferecer serviços em troca de mensalidade de academia

Estagiário de Direito é demitido após oferecer serviços em troca de acesso a academia. Entenda as consequências dessa proposta polêmica em Pitanga!

29/05/2026 13:56

2 min

Estagiário de Direito demitido por oferecer serviços em troca de mensalidade de academia
(Imagem de reprodução da internet).

Estagiário de Direito é Demitido por Oferecer Serviços em Troca de Academia

Um estagiário de pós-graduação em Direito da 1ª Promotoria de Justiça de Pitanga, localizada no Centro-Sul do Paraná, foi dispensado após abusar de sua posição ao oferecer serviços advocatícios a um acusado de violência doméstica em troca de acesso gratuito a uma academia.

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O incidente ocorreu em março de 2026, quando o estagiário sugeriu que o acusado contratasse sua mãe para representá-lo legalmente em troca de mensalidade isenta na academia que ele próprio possuía.

O Ministério Público do Paraná foi acionado após a ex-esposa do acusado, que é também a vítima, ter visto a proposta inapropriada em mensagens no celular do ex-parceiro. Segundo Frederico Augusto Gomes, a descoberta se deu porque, após a separação, a mulher ficou com o celular, o que a permitiu tomar conhecimento da situação. “Ele insinuou que sua posição na Promotoria de Justiça poderia ser vantajosa para o acusado, aumentando as chances de sucesso no processo”, afirmou Gomes.

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Denúncia e Consequências

A denúncia incluiu acusações de violação de sigilo funcional, corrupção passiva e fraude processual. O estagiário tinha conhecimento do processo em que o proprietário da academia estava envolvido na mesma Promotoria onde atuava e aproveitou essa informação para tentar cooptar o cliente, oferecendo a defesa de sua mãe.

Ele enviou mensagens ao acusado propondo que, em troca de serviços advocatícios, o dono da academia o deixasse frequentar o local sem pagar a mensalidade.

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Além disso, o estagiário tentou esconder as mensagens trocadas com o acusado. Assim que a ex-mulher do homem viu as conversas, ela denunciou o estagiário ao Ministério Público, onde ele trabalhava. A decisão do órgão foi pela demissão do estagiário, sem a possibilidade de acordo entre as partes.

As penas somadas podem resultar em até 16 anos de prisão, além de multa.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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