Espetáculo “Se Eu Fosse Malcolm?!” leva reflexões sobre identidade racial a Recife
“Se Eu Fosse Malcolm?!”: espetáculo explora identidade racial e de gênero em Recife
Um espetáculo inspirado na vida do ativista negro Malcolm X circulou por Recife em maio. Intitulada “Se Eu Fosse Malcolm?!”, a performance cênico-sonora, de raízes afropernambucanas, mergulha em questões de colonialismo e de identidade racial e de gênero, usando teatro e música para provocar reflexões.
O projeto busca explorar a memória e o legado de figuras importantes na luta por direitos civis e igualdade racial.
Programação das apresentações
A circulação começou na Escola Pernambucana de Circo, no bairro da Macaxeira, às 19h. Em seguida, o espetáculo foi apresentado no Cobogó das Artes, em Areias, na quarta-feira, 13 de maio, também às 19h.
A última apresentação foi no Compaz Paulo Freire, no Ibura, na quinta-feira, 14 de maio, às 15h, encerrando a circulação.
A criação do espetáculo
A direção e protagonismo do espetáculo são de Eron Villar e Vibra. A produção combina música identitária com teatro épico-narrativo, impulsionada pela oralidade, movimento corporal, trilha sonora, iluminação e figurinos. A obra se inspira em pensadores como Lélia Gonzalez, Achille Mbembe, Martin Luther King, Nina Simone, Elza Soares e Bell Puã, buscando conectar a experiência contemporânea com a luta por justiça social.
“Revolução Rebolativa”
Durante as apresentações, Vibra convida o público a participar de uma cena coletiva de celebração à dança, vista como “revolução rebolativa”. Essa iniciativa é uma expressão de vida, movimento corporal e identidade, e faz parte da proposta artística do espetáculo.
A música, que permeia a produção, é fruto da colaboração entre Vibra e o artista D’Mingus, que assina a concepção musical do projeto.
Reflexões sobre o legado de Malcolm X
A apresentação do espetáculo é uma homenagem a Malcolm X, ativista negro norte-americano que lutou pelos direitos civis na década de 1960. A obra busca uma escuta cênica à memória de Malcolm X, articulando a população negra com o pensamento decolonial e valorizando a diversidade de saberes, memórias e realidades sociais.
O conceito criativo do espetáculo parte da pergunta que dá título à performance, explorando o encontro de Malcolm X com diversas personalidades negras que contribuíram para a história e que ainda são referências de resistência.
A temporada do espetáculo conta com incentivo público, financiado pelo Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura da Cidade do Recife. Além disso, o projeto conta com o apoio da Festa Literária das Periferias (Flup-PE), Festival Internacional Cena CumpliCidades, Centros Comunitários da Paz (Compaz), Escola Pernambucana de Circo e Cobogó das Artes.
A realização é coletiva entre Ananse Produções, Villa Luz e Vibra Lab.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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