Especialistas alertam sobre riscos de investimentos impulsionados por redes sociais em 2026
Especialistas alertam que a euforia nas redes sociais pode levar investidores a decisões precipitadas, ignorando os riscos reais do mercado financeiro
Investidores entram no mercado sem entender riscos, alerta especialista
A alta de alguns ativos e a viralização de investimentos nas redes sociais têm levado investidores a ingressar no mercado sem compreender os riscos envolvidos. Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, observa que muitos compram ativos apenas porque estes estão em ascensão. “Quando um ativo viraliza nas redes sociais, geralmente o preço já subiu, e quem entra nesse momento acaba comprando o entusiasmo alheio, não o valor real daquele ativo”, afirma.
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Esse comportamento é conhecido como FOMO, sigla em inglês para “medo de ficar de fora”, e costuma ocorrer em períodos de forte euforia. “Tomar decisão porque ‘todo mundo está ganhando’ é terceirizar o julgamento para a multidão, que historicamente costuma errar nos momentos mais extremos do mercado”, explica Pascowitch.
Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, destaca que esse fenômeno cresceu após a entrada de novos investidores durante a pandemia.
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Influência das redes sociais e riscos de investimentos
“Muitas pessoas passaram a investir sem entender exatamente o mercado e acabaram sendo influenciadas por ‘modinhas’, influenciadores e promessas de lucro rápido”, observa Sant’Anna. O especialista ressalta que esse comportamento se manifesta em diversos tipos de ativos, incluindo ações, criptomoedas e produtos financeiros com rentabilidades elevadas. “Alguns acreditam que determinada ação continuará subindo ou que uma empresa será a próxima grande oportunidade do mercado e acabam aplicando dinheiro sem analisar os riscos”, explica.
Além disso, é fundamental entender a diferença entre preço e valor de um investimento. “Um ativo subir 300% não significa que ele vale 300% mais. Significa apenas que mais pessoas querem comprar aquele ativo. São conceitos completamente diferentes”, diz Pascowitch.
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Nesse contexto, as decisões financeiras também são influenciadas por fatores emocionais. Soraia Pena, psicóloga comportamental, alerta que, diante de promessas de lucro rápido, “é importante entender se o objetivo é construir patrimônio no longo prazo ou apenas aliviar uma angústia momentânea”.
Identificando investimentos com fundamentos
Para evitar esse tipo de comportamento, Pascowitch sugere formas de identificar se um investimento possui fundamentos ou se depende apenas da empolgação do mercado. “A empresa tem receita? O crescimento do preço está acompanhado do crescimento dos resultados?
Você consegue explicar em poucas frases por que aquele ativo vale o preço atual? Se a resposta for apenas ‘porque está subindo muito’, provavelmente estamos falando de hype”, analisa.
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Apesar dos riscos, os investidores podem destinar uma pequena parcela do patrimônio para ativos mais especulativos. “É possível investir em ativos que passam por momentos de grande hype e euforia, mas é preciso entender que isso se aproxima mais de uma aposta do que de um investimento.
Nesses casos, o ideal é comprometer apenas uma pequena parcela do patrimônio, que não faria falta caso o ativo vá a zero”, pondera Pascowitch.
Sobre o programa Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, e Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb. A atração propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados à educação financeira e investimentos, abordando semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.