Escavação no Egito revela nova entrada para templo funerário da rainha Neith

A missão arqueológica franco – suíça, que atua na região de Saqqara, no Egito, localizou uma nova entrada para o templo funerário da rainha Neith. A descoberta foi feita durante a atual temporada de escavações, que começou em abril de 2025, e lança luz sobre um dos períodos mais intrigantes da história egípcia, a 6ª Dinastia.
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O secretário – geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, Mohamed Ismail Khaled, confirmou a importância do achado. A estrutura encontrada reforça a compreensão sobre o reinado do faraó Pepi I e o papel central que a rainha Neith desempenhava na corte da época.
Aqui está a reescrita da matéria, seguindo todas as instruções de tom, estrutura e fidelidade aos fatos:
Detalhes da nova descoberta em Saqqara
A nova entrada foi localizada na área central do templo. As escavações revelaram também partes do piso original, que estava coberto por uma camada espessa de detritos acumulados ao longo de séculos. A equipe trabalha agora na remoção cuidadosa desses escombros para expor a estrutura completa.
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Além da entrada, os arqueólogos encontraram vestígios de uma capela e de um altar de sacrifícios. Esses elementos eram comuns em templos funerários do período e ajudam a traçar o layout original do complexo dedicado à rainha.
O diretor da missão franco – suíça, Philippe Collombert, explicou que o estado de conservação dos blocos de pedra é notável. Alguns ainda preservam vestígios de tinta, o que pode indicar que as paredes eram decoradas com cenas religiosas ou textos sagrados.
Quem foi a rainha Neith
Neith foi uma das esposas de Pepi I e mãe do faraó Merenre, que governou o Egito após a morte do pai. A rainha detinha um título incomum para a época: o de “chefe de justiça”, o que sugere que ela exercia poder político real, algo raro entre as mulheres da realeza egípcia.
A descoberta do templo dedicado a ela em Saqqara não é novidade para os pesquisadores — o local já era conhecido desde o século 19. No entanto, esta é a primeira vez que uma entrada monumental é identificada com precisão, o que permite aos estudiosos entender melhor a relação entre o templo e a pirâmide da rainha, que fica nas proximidades.
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Os artefatos e estruturas encontrados passam agora por documentação e análise estratigráfica. O material será publicado em revistas acadêmicas e, posteriormente, integrado ao acervo histórico de Saqqara, que é um dos sítios arqueológicos mais ricos do Egito.
Próximos passos da escavação
A equipe pretende continuar os trabalhos na área nos próximos meses. O objetivo é expor completamente a entrada e mapear o interior do templo, que pode revelar novas câmaras ou inscrições ainda desconhecidas.
Para os arqueólogos, cada camada removida traz a possibilidade de novos achados. A expectativa é que a estrutura ajude a preencher lacunas sobre os rituais funerários praticados durante a 6ª Dinastia e sobre a própria organização política da época.
O trabalho em Saqqara segue em ritmo constante, com a supervisão do Conselho Supremo de Antiguidades. Qualquer novo achado será comunicado oficialmente, conforme o andamento das escavações.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



