Erika Hilton denuncia Sony pela disparidade entre jogos físicos e digitais

Erika Hilton acusa Sony pela prática abusiva com preços elevados de jogos físicos, gerando dúvidas sobre o futuro da mídia física.

06/07/2026 11:45

3 min

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A deputada federal Erika Hilton anunciou que encaminhará à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) denúncias relacionadas ao encerramento da fabricação de jogos físicos para o Play Station pela Sony.

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O movimento levanta sérios questionamentos sobre a proteção dos direitos do consumidor no contexto digital. Segundo ela, os consoles ainda equipados com leitor de discos continuam sendo vendidos por um preço superior às versões exclusivamente digitais disponíveis hoje em dia.

Preço mais alto versus mídia física

Hilton argumenta que vender modelos caros apenas porque possuem leitores é criar uma expectativa desnecessária entre quem compra eletrônicos gamers. Ela entende que há um compromisso implícito assumido pelas empresas quando comercializam aparelhos como esses.

“Os consumidores pagam até caro pela versão com o leitor físico,” comentou a parlamentar sobre Sony. “Ou seja, existe um comprometimento tácito de que esse recurso vai continuar útil nos próximos anos.”

Essa disparidade no preço e na funcionalidade levanta dúvidas se os compradores estão realmente adquirindo algo duradouro ou meramente seguindo tendências do mercado em transição para modelos digitais mais baratos.

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O debate da propriedade digital

Além dos custos elevados por manterem leitores físicos obsoletos, Hilton destacou outro ponto crucial: como funciona legalmente ser dono de jogos comprados apenas online. Segundo ela, o consumidor não está efetivamente compraando títulos; ele recebe uma licença temporária de uso.

“Jogos digitais são licenciamentos ao consumidor mediante pagamento,” afirmou a deputada federal sobre esse modelo comercial predominante no setor. Esse sistema permite que as distribuidoras mantenham um controle total e possam remover acesso aos conteúdos em qualquer momento.”

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Nesse sentido, questiona – se também os direitos tradicionais associados às cópias físicas — por exemplo, se haverá direito para revender ou emprestar esses mesmos games na versão digital após seu lançamento nos consoles. A eliminação da mídia física parece fortalecer o poder das lojas virtuais nas mãos dos fabricantes.

Riscos do futuro sem mídias

A crítica de Hilton não fica restrita à Sony; ela aponta tendências mais amplas no setor gamer brasileiro que preocupam com a autonomia futura dos jogadores. Ela citou movimentos monopolistas recentes feitos pela Microsoft e ações judiciais tomadas contra iniciativas globais de preservação de jogos já fora de circulação pelas empresas como Nintendo.

“Essa tendência está levando para um futuro em que os próprios jogadores deixarão de possuir suas coleções,” alertou. O cenário pode forçar o consumidor dependente desses aparelhos a contratar serviços por assinatura, onde as companhias adicionariam “inúmeros níveis de preço [e] publicidade durante os games”, tornando útil apenas após uma contratação obrigatória.

A visão internacional sobre direitos culturais

O debate não é isolado ao Brasil ou à Sony; ele reflete preocupações internacionais com bens digitais e cultura pop. Jean – Luc Mélenchon, candidato presidencial na França, comparando essa situação criticamente: para este político europeu, há um modelo em que “os consumidores pagam sem possuir nada”.

“Os jogos são considerados bem cultural,” argumentou o líder francês. Ele defende ainda mais a ideia de que formatos exclusivamente digitais diminuem drasticamente os direitos inerentes às compras físicas — como direito de revenda, empréstimo ou preservação das coleções.”

Hilton concluiu sua manifestação reforçando seu posicionamento contra esse cenário crescente; ela não pode aceitar uma possibilidade onde ser jogadora e deputada federal significaria perder controle sobre suas próprias aquisições.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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