Epidemiologistas em Alerta: Monitoramento de Saúde Durante a Copa do Mundo Começa Hoje!
Epidemiologistas em Washington, DC, monitoram saúde pública durante a Copa do Mundo, analisando esgoto e redes sociais para prevenir surtos. Saiba mais!
Epidemiologistas Monitoram Saúde Durante a Copa do Mundo
Profissionais de epidemiologia estarão dedicados à análise de esgoto e mídias sociais com a finalidade de proteger torcedores de futebol e o público em geral de doenças graves durante a Copa do Mundo, um dos maiores eventos de massa do mundo. Uma equipe de saúde pública baseada em Washington, DC, planeja monitorar águas residuais e interações online para identificar e rastrear doenças infecciosas que possam surgir nas cidades dos EUA ou do Canadá que receberão os jogos e milhões de espectadores, conforme informaram os organizadores.
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O torneio de 39 dias tem início no México nesta quinta-feira (11).
Mais de 6,5 milhões de torcedores de futebol são esperados, representando mais de 100 países, para assistir a 104 partidas nos Estados Unidos, Canadá e México. A magnitude do evento e as viagens internacionais envolvidas aumentam o risco de rápida disseminação de doenças, especialmente em um momento em que os recursos de saúde pública dos EUA já estão sobrecarregados devido a surtos de sarampo, ebola e hantavírus, segundo especialistas em segurança sanitária.
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Desafios e Iniciativas de Monitoramento
Os cortes orçamentários e de pessoal, além da saída dos EUA da Organização Mundial da Saúde, têm agravado esses desafios, conforme afirmam os organizadores da nova iniciativa de monitoramento de doenças. Para fornecer dados em tempo real sobre possíveis ameaças, a equipe de especialistas em saúde pública transformou um laboratório da Universidade de Georgetown em um centro de comando epidemiológico.
Essa instalação reúne instituições acadêmicas, organizações sem fins lucrativos e empresas privadas que colaboram com agências governamentais.
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A equipe já está elaborando um relatório diário de situação para alertar gestores de emergência hospitalar e autoridades de saúde pública em níveis local, estadual, federal e internacional, além da FIFA, responsável pela organização do evento.
O centro de operações, criado em parceria com a rede de hospitais regionais MedStar Health, também servirá como um teste para eventos futuros, como os Jogos Olímpicos de Verão de 2028 em Los Angeles.
Análise de Águas Residuais e Vigilância Sanitária
A análise avançada de águas residuais, que utiliza sequenciamento de DNA e RNA para identificar sequências genéticas de diversos micróbios sem a necessidade de cultivo em laboratório, é um componente essencial no monitoramento de ameaças de doenças infecciosas, segundo Rebecca Katz, diretora do Centro de Ciência e Segurança da Saúde Global da Universidade de Georgetown e líder do novo esforço de vigilância. “É incrivelmente poderoso”, afirmou Katz.
A equipe está recebendo dados de locais de coleta nos EUA e no Canadá, além de várias outras fontes de monitoramento de saúde nos três países-sede da Copa do Mundo. A detecção de microrganismos patogênicos em águas residuais pode indicar um surto iminente, permitindo que as autoridades de saúde alertem médicos sobre sintomas que poderiam ser diagnosticados erroneamente e incentivem o público a tomar precauções.
Riscos de Doenças e Colaboração Interinstitucional
A atual crise do Ebola na África tem recebido atenção significativa da mídia, mas Katz destacou que a febre hemorrágica, frequentemente fatal, representa um “risco muito baixo para o público em geral” na América do Norte. A seleção da Copa do Mundo e sua equipe de apoio, provenientes de países afetados pelo surto de Ebola, estão cumprindo quarentena preventiva na Bélgica antes de viajar para os EUA, embora a maioria dos jogadores estivesse na Europa durante o surto.
Katz também mencionou que sua equipe dará atenção especial ao sarampo, que está se aproximando de um recorde de casos nos EUA este ano, com cerca de 2.000 registros até o momento, e que ressurgiu em partes do México e do Canadá. Doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue e a chikungunya, também representam riscos adicionais, pois podem ser trazidas por viajantes infectados.
Monitoramento e Análise de Dados
A equipe de Georgetown conta com 20 colegas e o apoio de outras 30 entidades que colaboram pro bono. Entre essas entidades estão diversas empresas de monitoramento de águas residuais que coletam e analisam amostras de esgoto, compartilhando seus dados com a equipe de Katz sem custos.
Outras ferramentas importantes incluem o rastreamento de dados anonimizados de registros eletrônicos de saúde e a busca em plataformas de mídia social por informações que possam indicar focos de transmissão.
Katz citou um exemplo anterior em que autoridades de saúde pública identificaram um surto de doença gastrointestinal a partir de comentários nas redes sociais sobre um aumento nas vendas de papel higiênico. A equipe de Georgetown irá reforçar o trabalho de várias agências americanas, incluindo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças e a Administração para Preparação e Resposta Estratégicas.
O financiamento para o centro provém de uma pequena fundação familiar e da Universidade de Georgetown, além de contribuições em espécie de parceiros como a Universidade de Nebraska.