Envelhecimento e mau hálito aparecem entre 10 efeitos colaterais das canetas emagrecedoras

Levantamento com mais de 233 mil vídeos reforça o alerta sobre uso sem prescrição e riscos à energia, ao hálito e à preservação muscular.

Canetas emagrecedoras

O Brasil vive hoje um cenário de alerta em relação ao uso das chamadas “canetinhas emagrecedoras”. A preocupação está ligada principalmente ao consumo desses medicamentos sem a devida prescrição médica, prática que pode provocar diversos problemas aos usuários.

Um levantamento realizado pela Winnin, plataforma de inteligência cultural movida por IA, identificou falta de energia e mau hálito entre os principais efeitos colaterais relatados por pessoas que utilizam esses remédios. O estudo considerou mais de 233 mil vídeos publicados em inglês, espanhol e português.

Efeitos mais citados pelos usuários

Para fazer o mapeamento, a Winnin analisou conteúdos disponíveis no Instagram, You Tube, Tik Tok, Facebook e Twitch. A pesquisa reuniu publicações em diferentes idiomas e observou os temas mais recorrentes nas falas dos usuários sobre as “canetinhas emagrecedoras”.

A falta de energia aparece entre as queixas de maior destaque. O mau hálito também foi apontado como um dos principais efeitos colaterais mencionados nos vídeos analisados pela plataforma.

Na sequência, o levantamento identificou reclamações relacionadas à perda de colágeno. A preservação muscular e a hipertrofia também aparecem entre os assuntos mais citados pelos usuários, de acordo com o mapeamento.

Os temas indicam que as preocupações não se limitam à redução do peso. Os usuários também discutem efeitos percebidos no corpo e os desafios relacionados à manutenção da musculatura durante o processo de emagrecimento.

Alerta sobre perda de massa muscular

O especialista Guilherme Moscardi, gerente de operações da Ultra Academia e especialista em longevidade, explica que o emagrecimento muito rápido pode trazer consequências para além da perda de peso. A avaliação foi feita ao comentar os riscos associados a esse processo.

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“Quando uma pessoa emagrece de forma muito rápida, existe o risco de, mas também massa muscular, o que pode trazer impactos importantes para a saúde”, explica Guilherme Moscardi, gerente de operações da Ultra Academia e especialista em longevidade.

Segundo Moscardi, a redução da musculatura está relacionada à queda do metabolismo basal. A perda de força também é apontada como uma possível consequência, assim como o maior risco de lesões e a dificuldade para manter os resultados no longo prazo.

O alerta reforça a preocupação com o uso dos medicamentos sem acompanhamento médico. Além dos efeitos colaterais mais comentados nos vídeos, como falta de energia e mau hálito, o levantamento também mostra que a preservação muscular ocupa espaço relevante entre as dúvidas e reclamações dos usuários.

A pesquisa da Winnin não substitui uma avaliação médica, mas reúne os principais relatos encontrados em mais de 233 mil vídeos. Entre os temas identificados estão a perda de colágeno, a preservação muscular e a hipertrofia, além das queixas sobre falta de energia e mau hálito.