Entorno de Flávio Bolsonaro usa indefinição do STF como munição contra Moraes e Dino
Aliados de Flávio Bolsonaro intensificarão críticas a Moraes e Dino na campanha presidencial de 2026.
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliaram a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) desta terça – feira (15) como mais um capítulo que, na visão do grupo, aprofunda a percepção de impunidade e de um sistema corrompido dentro da Corte. A leitura foi feita pelo entorno do candidato à Presidência, que pretende intensificar as críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino ao longo da campanha.
Para esse núcleo político, o desfecho da sessão ficou abaixo do esperado. Aliados de Flávio Bolsonaro apontam que o resultado expôs, mais uma vez, divergências e disputas internas no Supremo. As articulações entre o grupo próximo a Moraes e as falas dos ministros, segundo a avaliação, reforçam na população uma sensação de impotência.
Estratégia de campanha e críticas aos ministros
O grupo avalia que os episódios recentes no STF alimentam o discurso de que há um sistema corrompido na Corte. A estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro é manter o foco em críticas diretas a Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A ideia é usar esses casos para mobilizar a base e atrair eleitores insatisfeitos com o Judiciário.
Aliados do candidato do PL acreditam que a imagem de impunidade será um dos principais temas da campanha presidencial. Eles argumentam que as decisões do STF, na visão do grupo, não têm correspondido às expectativas de punição a determinados investigados.
A leitura é de que as articulações internas no Supremo fragilizam a credibilidade da instituição.
Divergências internas no Supremo
Para o entorno de Flávio Bolsonaro, a sessão desta terça – feira deixou claro que há divisões dentro do próprio STF. As falas dos ministros e as alianças formadas, especialmente em torno de Alexandre de Moraes, são vistas como um sinal de que a Corte não age de forma coesa.
Essa percepção, segundo os aliados, contribui para a narrativa de que o sistema judicial está corrompido.
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O grupo avalia que as divergências expostas na sessão reforçam a tese de que há um “sistema” que protege determinados grupos. A campanha de Flávio Bolsonaro deve explorar esse ponto, com críticas constantes ao que chamam de “impunidade seletiva”.
A expectativa é que o tema ganhe ainda mais destaque nos próximos meses.