Enfermeira testemunha acidente fatal de rope jump em Limeira e presta depoimento à Polícia Civil

A testemunha relatou à Polícia Civil detalhes do acidente, levantando questões sobre a segurança e a organização do evento promovido pela empresa Entre Cordas

17/06/2026 16:41

3 min

(Imagem de reprodução da internet).
(Imagem de reprodução da internet).

Enfermeira testemunha acidente fatal de rope jump em Limeira

Uma enfermeira que presenciou o acidente fatal de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo, prestou depoimento à Polícia Civil sobre o ocorrido no último sábado, 13 de maio de 2026. Ela registrou em vídeo o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi lançada da estrutura sem a corda de segurança acoplada ao corpo.

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Após a queda de aproximadamente 40 metros, a testemunha desceu até a base da ponte e tentou realizar manobras de reanimação na tentativa de salvar a vítima.

Detalhes do acidente e do socorro

A enfermeira relatou que estava no local para realizar seu próprio salto e começou a filmar Maria Eduarda para enviar as imagens a uma tia. Em seu depoimento, ela explicou que, no momento do arremesso, estava focada na gravação e não percebeu imediatamente a ausência do equipamento de segurança.

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A gravidade da situação se tornou evidente quando ouviu gritos de outras pessoas e o barulho do impacto.

O vídeo, que foi entregue às autoridades, mostra o momento em que três instrutores erguem a jovem e a lançam em queda livre. Ao perceber o acidente, a enfermeira se identificou como profissional de saúde e solicitou ajuda para descer até a margem do rio onde a vítima estava caída. “Eu comecei a gritar que era enfermeira para me levarem para baixo”, afirmou em sua oitiva.

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Segundo seu relato, Maria Eduarda ainda apresentava sinais vitais mínimos ao ser encontrada, mas faleceu por politraumatismo antes da chegada do SAMU.

Organização do evento e irregularidades

No dia do acidente que vitimou Maria Eduarda, o grupo organizador planejava realizar entre 80 e 100 saltos. Com taxas fixas de R$ 180 por salto e uma cobrança adicional de R$ 110 por gravações com câmeras GoPro, a atividade era promovida pela empresa Entre Cordas, que utilizava o Instagram para atrair clientes, acumulando mais de 80 mil seguidores.

Apesar do volume financeiro e da estrutura comercial, os responsáveis admitiram à Polícia Civil que o grupo não possuía CNPJ, alvará municipal ou qualquer autorização formal para operar na ponte. Comprovantes de transações bancárias foram apreendidos, reforçando a natureza lucrativa do evento.

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Investigação e consequências legais

A investigação aponta que Maria Eduarda realizaria o primeiro salto da modalidade “aviãozinho” do dia, na qual o praticante é erguido e lançado pelos instrutores. Registros audiovisuais entregues por testemunhas confirmam que a jovem foi lançada em queda livre de uma altura de aproximadamente 30 metros, sem qualquer conexão com o sistema de cordas.

A delegada responsável pelo caso considerou que os envolvidos assumiram o risco de produzir a morte ao não adotarem cautelas indispensáveis em uma atividade de alto risco.

A Justiça converteu a prisão em flagrante dos instrutores em preventiva, fundamentada na periculosidade da conduta e na necessidade de garantir a ordem pública. O caso segue sob investigação da Delegacia Seccional de Limeira.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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