Emus australianos que fugiram em Campo Grande são resgatados e levados ao zoológico do Rio
Os emus foram comprados em criadouro de Maricá como presente para uma criança, mas origem legal não foi comprovada.
Policiais civis da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) resgataram dois emus australianos que eram mantidos em uma casa em Campo Grande, na zona Oeste do Rio. A operação ocorreu nesta quarta – feira (7) e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Guarda Municipal e de outros órgãos da Prefeitura do Rio.
No imóvel, as equipes encontraram um macho e uma fêmea.
Um dos animais havia sido visto na terça – feira (6) circulando pelas ruas do bairro, depois de escapar do local onde ficava. A fuga chamou a atenção de moradores e levantou suspeitas sobre a situação das aves.
Origem e investigação
De acordo com as investigações, os emus foram comprados em um criadouro de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, como presente para uma criança. No entanto, nenhum documento que comprovasse a origem legal das aves foi apresentado pelos responsáveis.
Um familiar de quem mantinha os animais foi levado à delegacia para prestar depoimento. A polícia segue apurando a procedência dos emus e as condições em que eles eram mantidos.
Após o resgate, os dois animais foram encaminhados ao Zoológico do Rio, onde chegaram na noite de quarta – feira (7). Eles estão em uma área reservada de quarentena e começaram a passar por exames nesta quinta – feira (8). As amostras serão enviadas para análise laboratorial.
Acompanhamento veterinário e adaptação
Gerson Norberto, diretor técnico do Bio Parque do Rio, afirmou que ainda é cedo para uma avaliação clínica completa. “Eles estão bem, estão tranquilos, estão no ambiente reservado aqui na nossa quarentena e, no primeiro momento, estão se adaptando bem”, disse.
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No zoológico, os animais recebem alimentação adequada, água e ficam em um espaço amplo e higienizado. A adaptação, segundo Gerson, será gradual, já que a rotina anterior dos emus ainda é desconhecida. “Aqui no zoológico, eles vão ter uma rotina muito mais técnica, acompanhada por veterinários, biólogos, zootecnistas”, explicou o diretor.
O Bio Parque tem experiência com a espécie e segue protocolos de bem – estar animal. Os cuidados incluem desde o tipo de abrigo e piso até a forma como os animais recebem a dieta.
Comportamento curioso e riscos da fuga
Uma das características mais marcantes dos emus é o cuidado com os filhotes. Segundo Gerson, a fêmea põe os ovos em um ninho construído pelo casal, mas é o macho quem choca os ovos e cuida dos filhotes. “Essa vai ser uma coisa bem curiosa que o público vai poder acompanhar”, afirmou.
O episódio em Campo Grande acendeu um alerta sobre os perigos de manter animais de grande porte em locais inadequados. O emu que escapou foi visto correndo entre veículos, correndo risco de atropelamento. “Aquele evento e aquela imagem do animal correndo numa rodovia, no meio dos carros, com movimento, é um risco absurdo”, disse Gerson.
Para o diretor, a fuga mostra que o local onde o animal vivia não tinha a segurança necessária para impedir que ele chegasse à rua.
O que fazer ao encontrar um animal solto
A orientação das autoridades é que a população não tente capturar ou se aproximar de animais silvestres ou exóticos que estejam soltos. O diretor do Bio Parque recomenda que, em situações como essa, a pessoa entre em contato com o INEA (Instituto Estadual do Ambiente) ou com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e solicite o apoio da Polícia Ambiental para que o animal seja recolhido com segurança.