Empresários demonstram ceticismo em relação à postura do governo diante de possíveis retaliações dos EUA

O Ministério das Relações Exteriores solicitou à Camex o início das consultas e investigações pertinentes à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica.

29/08/2025 13:48

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Empresários demonstram ceticismo em relação à postura do governo diante de possíveis retaliações dos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Empresários de setores da economia brasileira avaliam com pessimismo e criticam a decisão do governo federal de iniciar um processo que poderá levar a retaliações nas taxas de 50% impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump.

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O presidente da Abipesc (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Eduardo Lobo, conversou com a CNN e expressou seu pesar pelas iniciativas que “aumentam as divergências”. “Diariamente, perdemos clientes e o principal mercado do mundo para os peixes está se tornando cada vez mais distante”, declarou.

Um representante do setor de café, que preferiu se manifestar sob confidencialidade, considerou o movimento como “um desastre e muito preocupante para todos os segmentos”. Para o empresário, a decisão impõe novos entraves ao diálogo e gera temores de que a tarifa dos Estados Unidos ao Brasil eleve.

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Um dirigente do setor têxtil alertou para cautela em relação a uma possível retaliação do governo, que se encontra em fase inicial; não há certeza se o Brasil irá, de fato, responder com medidas de contrapenalidade. O empresário, contudo, afirmou que o segmento permanece defendendo a negociação exaustiva e não enxerga viabilidade em uma “política de olho por olho”.

A mesma iniciativa ressaltou que a ofensiva do governo ocorre às vésperas de viagem de empresários brasileiros a Washington, capital dos Estados Unidos, visando enfatizar a via negocial – elemento que também aparece no posicionamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

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A CNI defende a continuidade no emprego de instrumentos de negociação como forma de reverter os efeitos deletérios da tarifação.

A Camex (Câmara de Comércio Exterior) foi mobilizada pelo Ministério das Relações Exteriores para conduzir as consultas e investigações pertinentes à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, após a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Camex contará com até 30 dias para elaborar um relatório técnico que avalie se as medidas norte-americanas de taxação em 50% sobre produtos brasileiros se enquadram na Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada no Congresso e sancionada por Lula neste ano.

Se a Câmara de Comércio Exterior concluir sobre a viabilidade de aplicação da legislação, será constituído um grupo específico para propor medidas econômicas contrárias, que podem abranger retaliações no comércio de produtos, serviços e propriedade intelectual.

Fonte por: CNN Brasil

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