Emma Watson usa frase judaica de 2 mil anos na ONU contra procrastinação

A frase de 2 mil anos do sábio Hillel, usada por Emma Watson na ONU, questiona o hábito de adiar decisões importantes.

Emma Watson não é vista nas telonas desde 2019.

A atriz Emma Watson usou duas perguntas durante um discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), em 2014, que ganharam destaque e seguem gerando reflexão: “Se eu não fizer, quem fará? Se não for agora, quando?”. A fala ocorreu no lançamento da campanha HeFor She, voltada à igualdade de gênero, em Nova York.

Embora a mensagem tenha sido usada para incentivar a participação masculina na luta pelos direitos das mulheres, a reflexão vai além. Ela toca em temas como responsabilidade individual, iniciativa e o hábito de adiar decisões importantes.

Origem da frase usada por Emma Watson

A reflexão tem raízes na tradição judaica. Está ligada aos ensinamentos de Hillel, o Ancião (Hillel), sábio que viveu entre o século I aC. e o século I dC. Uma de suas passagens mais conhecidas está no Pirkei Avot, uma coleção de ensinamentos éticos que integra a Mishná.

O pensamento original de Hillel reúne três questões sobre a responsabilidade de cada pessoa consigo mesma, a preocupação com os outros e a importância de agir no presente. A formulação popularizada em diferentes idiomas preserva a essência dessa ideia, especialmente a relação entre tomar iniciativa e o tempo.

O que as perguntas revelam sobre decisões

Embora estejam ligadas, as duas perguntas têm significados diferentes. “Se eu não fizer, quem fará?” destaca a responsabilidade individual e a importância de agir sem esperar que outra pessoa resolva a situação. Já “Se não for agora, quando?” questiona o hábito de adiar atitudes, mesmo quando já existem condições para agir.

A reflexão pode ser aplicada a situações do dia a dia, como esperar pelo momento ideal, deixar a iniciativa para os outros, adiar conversas importantes ou não tirar planos do papel. No discurso na ONU, em 20 de setembro de 2014, Emma Watson foi nomeada embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres e reconheceu suas próprias dúvidas ao abordar o tema.

O ensinamento de Hillel, no entanto, não defende agir por impulso ou ignorar riscos. Ele diferencia a preparação necessária do adiamento constante, incentivando a reconhecer quando é possível tomar uma atitude. A reflexão convida a questionar quando a espera deixa de ser necessária e passa a impedir mudanças.

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