Elena Viégas lidera projeto de permacultura e economia solidária em São Luís

Permacultura e economia solidária transformam vida em São Luís! Iniciativa liderada por Elena Viégas gera renda e sustenta comunidade. Descubra o modelo

11/05/2026 17:19

4 min

Elena Viégas lidera projeto de permacultura e economia solidária em São Luís
(Imagem de reprodução da internet).

Permacultura e Autonomia Econômica em São Luís

Na comunidade Argola e Tambor, localizada na zona rural de São Luís (MA), uma iniciativa inovadora está transformando a vida de mulheres e promovendo a sustentabilidade. A prática da permacultura, combinada com o beneficiamento de frutos da Amazônia, garante autonomia econômica e um estilo de vida mais saudável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O projeto, liderado por Elena Viégas, é um exemplo de como a economia solidária pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento local.

A Casa de Elena: Um Modelo de Economia Solidária

A Casa de Elena surgiu da organização coletiva de mulheres da região e se destaca por colocar a vida no centro das suas relações sociais. O empreendimento busca reorganizar a economia, focando no bem-estar das pessoas e na sustentabilidade do meio ambiente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A produção artesanal de pães, bolos, doces e geleias, com a marca registrada “Casa de Elena”, é o principal carro-chefe do negócio, gerando renda para as produtoras rurais e para a comunidade local.

A Permacultura como Solução Sustentável

Elena Viégas explica que a combinação das técnicas da permacultura foi fundamental para o sucesso do projeto. “A gente queria que o sítio sobrevivesse do que ele produz, e juntando as técnicas da permacultura foi sensacional, porque a gente conseguiu trazer uma coisa gostosa, trazer as pessoas para a nossa mesa, levar nossos produtos para a mesa das pessoas e, com isso, gerar renda, não só para a Casa de Elena, mas também para os produtores rurais, para as pessoas que nos ajudam, a comunidade começa a participar”, afirma a idealizadora.

Leia também

A Importância da Transmissão de Conhecimento

O cuidado com cada erva e o orgulho em apresentar cada fruto são passados de geração em geração, fortalecendo os laços familiares e comunitários. As técnicas de permacultura garantem uma variedade de produtos, mesmo em condições climáticas adversas, assegurando o acesso a alimentos permanentes. “Na monocultura você tem só um produto.

Se planto mandioca, vai ter mandioca o ano inteiro, mas, quando uso as técnicas de permacultura, tenho vários produtos. Então, se um morre, se dá uma doença, se não gosta de chuva ou de sol, ainda assim vou ter algo sempre”, destaca Elena.

O Envolvimento da Família e da Comunidade

A mãe de Elena, Margarida Alves, e outros vizinhos também participam do projeto, contribuindo com a colheita e o beneficiamento dos frutos. “Eu tiro muita polpa de manga, polpa de acerola, eu ensaco tudo bonitinho, congelando, para não faltar. Tudo natural. É tudo natural o que fazemos aqui.

Eu apanho pimenta, apanho goiaba, faço as polpas. É muito gratificante porque a gente consegue fazer isso e a gente não coloca nada com veneno para as pessoas; a gente sabe que as pessoas estão comendo o que é bom, o que é natural”, garante a aposentada.

Oficinas e Cursos: Compartilhando o Conhecimento

A família oferece oficinas e cursos que abrangem desde o plantio até o beneficiamento dos produtos. A irmã de Elena, Eliane Alves, também participa do projeto, gerando renda e promovendo a sustentabilidade. “Encontramos a sobrevivência no próprio solo.

Quando a pessoa tem amor à terra, onde você pode plantar uma vinagreira, um quiabo, um chuchu, uma pimenta de cheiro, coisas que dá para ter uma rentabilidade para você ou, se não quiser rentabilidade, mas tem o sustento”, explica Eliane.

Reconhecimento Nacional e Internacional

O projeto Casa de Elena já conquistou reconhecimento em nível nacional e internacional. A marca da “Casa de Elena” foi destaque no “Espaço da Biodiversidade – Produtos Sustentáveis do Brasil”, localizado na Zona Verde (Green Zone), durante a COP30, em Belém (PA).

Elena Viégas destaca o objetivo do projeto: garantir autonomia às mulheres e sustentabilidade na Amazônia por meio do paladar e sem o uso de agrotóxicos. “Nossas geleias não têm corante artificial, não têm veneno, é tudo feito da própria fruta.

Quando as pessoas sabem que você tem um produto que é feito de verdade, com coisas de verdade, que hoje você não encontra mais comida de verdade, elas se apaixonam, porque sabem que estão comendo não só algo gostoso, mas também saudável”, declara com orgulho a empreendedora familiar.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!