Eleições 2026: Mulheres representam 27% das candidaturas presidenciais registradas, segundo TSE

A queda nas candidaturas femininas para a presidência e vice-presidência em 2026 destaca a persistente desigualdade de gênero na política brasileira.

Urna eletrônica utilizada nas eleições brasileiras

As mulheres constituem 27% das candidaturas presidenciais registradas para as eleições de 2026, segundo informações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgadas nesta terça – feira (18). No total, foram registradas 26 candidaturas, divididas igualmente entre 13 postulantes à presidência da República e 13 ao cargo de vice.

Dentre essas, apenas sete são mulheres em chapas presidenciais.

Atualmente, Samara Martins, representando a UP, e Clariana Barão do DC, são as únicas mulheres que disputam a presidência. Na corrida pela vice – presidência, outras cinco mulheres estão na disputa: Cleusa Santos (PCB), Fabiana Torquato (DC), Raquel Brício (UP), Suêd Haidar (Democrata) e Vanessa Portugal (PSTU.

Queda nas candidaturas femininas

Comparando com as eleições de 2022, houve uma queda de 8 pontos percentuais nas candidaturas femininas para os cargos em disputa. Em 2022, o percentual de mulheres concorrendo à presidência e à vice – presidência era de 35%. Naquele pleito, destacaram – se nomes como Simone Tebet (MDB), Sofia Pádua (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Soraya Thronicke (União), que participaram ativamente da disputa pelo governo federal.

Hoje, tanto Tebet quanto Soraya estão filiadas ao PSB.

No cenário das vice – candidaturas em 2022, também estavam Ana Paula Matos (PDT), Fátima Pérola Neggra (PROS), Mara Gabrilli (PSDB) e Raquel Tremembé (PSTU). Atualmente, Gabrilli ocupa o cargo de senadora pelo PSD. A diminuição nas candidaturas femininas é preocupante e levanta questões sobre a representatividade das mulheres na política brasileira.

Contexto histórico das candidaturas

Os dados mais recentes mostram que a diferença entre candidatos homens e mulheres permanece significativa. Para cada mulher registrada como candidata para as eleições deste ano, há quase três homens. Desde a redemocratização do Brasil, um total de 25 mulheres já se candidataram à presidência e 17 à vice – presidência.

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O primeiro pleito após esse processo democrático aconteceu em 1989, quando foram registrados 43 homens como candidatos.

A presença feminina na política tem enfrentado desafios ao longo dos anos. Apesar do crescimento gradual de algumas vozes femininas no cenário político brasileiro, a luta por igualdade de gênero ainda é um tema relevante nas discussões eleitorais atuais.

Especialistas apontam que muitas mulheres evitam adotar uma postura agressiva na política e preferem buscar resultados através do diálogo e da negociação.

Reflexões sobre o futuro

A diminuição das candidaturas femininas neste ciclo eleitoral pode refletir barreiras persistentes que dificultam a participação ativa das mulheres na política. É essencial que haja iniciativas voltadas para incentivar a candidatura feminina e promover mudanças significativas no ambiente político.

A representatividade feminina não é apenas uma questão de quantidade, mas também de qualidade nas propostas apresentadas. A sociedade observa atentamente como essas mudanças podem impactar o futuro da política no Brasil.