Elefante selvagem avança contra grupo de turistas após ser provocado para fotos na Índia

A onda de ataques entre 1º e 9 de janeiro matou 20 pessoas em Jharkhand, em meio à disputa por recursos entre elefantes e comunidades.

Elefante persegue turistas após provocação na Índia

A Índia lidera o número de mortes provocadas por elefantes selvagens, com até 600 casos por ano. Entre 1º e 9 de janeiro, um único animal matou 20 pessoas no estado de Jharkand, em uma sequência de ataques descrita como sem precedentes na história do país.

Os episódios ocorreram durante uma onda de ataques atribuída à presença do animal em áreas ocupadas por pessoas. A sequência deixou 20 mortos em apenas nove dias, concentrando em um único elefante uma quantidade de vítimas que chama atenção dentro do histórico de conflitos entre comunidades e animais selvagens na Índia.

Ataques aconteceram durante busca por recursos

Muitos dos casos de mortes causadas por elefantes selvagens acontecem à noite. Nesse período, os animais invadem fazendas à procura de recursos cada vez mais escassos para a vida selvagem.

Na prática, a entrada dos elefantes em propriedades rurais aumenta o risco de encontros com moradores. O animal busca alimento e outros recursos, enquanto as pessoas podem estar nas fazendas ou nas proximidades quando ocorre a invasão.

Esse tipo de ocorrência aparece no cenário mais amplo das mortes registradas na Índia. O país contabiliza até 600 casos por ano provocados por elefantes selvagens, número que o coloca na liderança mundial desse tipo de morte.

Os ataques noturnos tornam a reação mais difícil. A visibilidade reduzida e a presença inesperada do animal nas fazendas contribuem para que muitos encontros terminem de forma fatal, como ocorreu na onda registrada entre 1º e 9 de janeiro.

Selfies com elefantes também já causaram mortes

O risco não está restrito à entrada de elefantes em fazendas. O hábito de tirar selfies com esses animais também já produziu vítimas fatais na Índia.

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Um caso ocorreu em 2017 e foi registrado em um vídeo que se tornou viral. As imagens mostraram a tentativa de fuga do segurança Ashok Barthi, que havia se aproximado de um elefante para tirar uma foto.

Depois de chegar perto do animal, Ashok Barthi foi perseguido. O segurança tentou escapar, mas acabou pisoteado e não sobreviveu aos ferimentos.

O episódio mostra outro tipo de situação de risco: a aproximação voluntária de pessoas para fotografar elefantes. Diferentemente das invasões noturnas em fazendas, nesse caso o contato começou quando Ashok Barthi se aproximou do animal com a intenção de tirar uma selfie.

Os dois episódios citados têm circunstâncias diferentes. Entre 1º e 9 de janeiro, um único elefante provocou a morte de 20 pessoas em Jharkand durante uma onda de ataques sem precedentes na história do país. Já em 2017, o segurança Ashok Barthi morreu depois de ser perseguido e pisoteado ao tentar fotografar um elefante.

Juntos, os casos ilustram as duas situações descritas na Índia: os animais que entram em fazendas em busca de recursos cada vez mais escassos e as pessoas que se aproximam deles para tirar fotos. Em ambos os cenários, o contato terminou com mortes.