El Niño em 2026: Desafios e Impactos na Agricultura Brasileira que Você Precisa Saber!

Os efeitos do El Niño na agricultura brasileira em 2026 prometem grandes desafios. Descubra como o fenômeno pode impactar a produção e os preços dos alimentos!

Impactos do El Niño na Agricultura Brasileira em 2026

O fenômeno climático deve se intensificar nos próximos meses, exacerbado pelo aquecimento global acumulado nas últimas décadas. Os efeitos esperados vão desde as culturas de inverno até a safra de verão, refletindo na produção agrícola do Brasil ao longo de 2026 e até 2027.

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A preocupação abrange perdas de produtividade, variações nos preços dos alimentos, disponibilidade de água e a economia do país.

A avaliação é da especialista Desirée Brandt, meteorologista e sócia da Nottus. Ela destaca que há indícios de que até o final do ano o fenômeno será bastante intenso. “Sabemos que quanto mais forte for o El Niño, mais sentiremos seus efeitos”, afirmou.

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Os modelos climáticos apontam uma probabilidade de 30% para um evento forte e 37% para um El Niño de intensidade muito forte. Brandt ressalta que, mesmo com possíveis revisões nas projeções climáticas internacionais, os impactos do fenômeno tendem a ser amplificados pelo atual cenário de mudanças climáticas.

Impactos nas Culturas de Inverno e Verão

Os primeiros efeitos já são visíveis nas culturas de inverno, especialmente no trigo, milho segunda safra e café. No Sul do Brasil, espera-se um aumento das chuvas nas próximas semanas e meses. Embora isso possa ajudar na reposição de água no solo, o excesso de chuvas pode dificultar a colheita do milho e comprometer a qualidade dos grãos.

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No caso do café, embora reduza o risco de geadas tardias, traz outras preocupações, como floradas fora de época em Minas Gerais e no Sudeste, devido à combinação de temperaturas elevadas e umidade.

Brandt alerta que isso pode impactar o potencial produtivo da próxima safra, especialmente em um ciclo de bienalidade negativa. Os sojicultores também enfrentarão desafios, com modelos climáticos indicando chuvas acima da média no Centro-Oeste, mas com má distribuição. “Pode chover muito em poucos dias e depois haver longos períodos secos e quentes, dificultando o planejamento do produtor e aumentando o risco de replantio”, afirmou.

Preocupações para 2027 e a Região do Matopiba

A preocupação se estende para 2027, com o risco de interrupção precoce das chuvas e aumento das temperaturas durante o desenvolvimento das lavouras, o que pode comprometer a produtividade. Na região do Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — o alerta é elevado, especialmente para a fruticultura.

Algumas culturas necessitam de períodos secos para a concentração de açúcar, mas o calor excessivo combinado à falta de chuvas pode prejudicar o desenvolvimento das frutas.

Além disso, as frutas de clima temperado produzidas no Sul do país também podem ser afetadas. Um inverno mais quente pode reduzir o número de horas de frio necessárias para garantir qualidade e produtividade, enquanto o excesso de chuvas pode dificultar o manejo e impactar os pomares.