Educadores e Estudantes em Porto Alegre Protestam Contra Concessão de Escolas

Centenas protestam em Porto Alegre contra concessão de escolas! 😡 Educadores e estudantes se unem para impedir o leilão de 98 unidades estaduais à iniciativa

26/05/2026 13:22

3 min

Educadores e Estudantes em Porto Alegre Protestam Contra Concessão de Escolas
(Imagem de reprodução da internet).

Centenas de Educadores e Estudantes Manifestam-se Contra Concessão de Escolas em Porto Alegre

Na manhã de terça-feira (12), em Porto Alegre (RS), centenas de educadores, estudantes, diretores escolares e representantes sindicais se reuniram nas ruas da zona sul da cidade para protestar contra o projeto do governo do Rio Grande do Sul que propõe a concessão de 98 escolas estaduais à iniciativa privada.

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A mobilização, convocada pelo Cpers (Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul), ocorreu em frente à Escola Estadual de Ensino Fundamental Medianeira, uma das instituições incluídas no projeto, e contou com a participação de delegações de diversas regiões do estado.

O ato marcou o início de uma intensificação das mobilizações previstas até o final de junho, data em que o governo estadual pretende realizar o leilão das unidades na bolsa de valores, em São Paulo. Estudantes, familiares e trabalhadores da educação se uniram à manifestação, demonstrando preocupação com o futuro da educação pública no estado.

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Escola Medianeira: Símbolo da Resistência

A escolha da Escola Medianeira como local do protesto foi estratégica, segundo o Cpers. A instituição, localizada na zona sul da capital e com estrutura consolidada, atende ensino fundamental e médio, sem apresentar problemas estruturais graves, conforme apontam diretores e professores.

A inclusão da escola na lista de concessões gerou questionamentos na comunidade escolar, tornando-a um símbolo da mobilização.

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Representantes do sindicato afirmaram que a escola se tornou um ponto central da resistência, devido às suas características que, na visão deles, contrastam com a justificativa inicial do governo de priorizar unidades com maior necessidade de intervenção.

Durante o ato, foram apresentadas críticas ao modelo de Parceria de Prestações de Serviços Públicos (PPSP) proposto, que prevê a realização de leilões para a gestão de serviços não pedagógicos. O contrato terá duração de até 25 anos e o critério de escolha das empresas vencedoras será o menor valor de contraprestação pública.

Defesa da Escola Pública e Mobilização Contínua

O valor estimado dos contratos ao longo do período de concessão é superior a R$ 4,5 bilhões. Representantes do Cpers argumentaram que esse montante poderia ser investido diretamente nas escolas públicas, fortalecendo a infraestrutura e a gestão das unidades.

Além disso, a minuta do contrato prevê a verificação do cumprimento das obrigações por agentes terceirizados, o que pode impactar os mecanismos de controle público. A manifestação, que se estenderá até o leilão das escolas, faz parte de uma agenda mais ampla de mobilizações organizadas pelo sindicato desde 2025, com a campanha “Não Venda a Minha Escola”, buscando informar a população e mobilizar as comunidades escolares em defesa da educação pública.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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