Eduardo Paes critica gestões anteriores e afirma que “crime organizado sentou no Palácio Guanabara”

No último sábado (22), o ex – prefeito do Rio de Janeiro e candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, fez fortes críticas às gestões anteriores durante um ato político na zona oeste da cidade. Ele afirmou que “o crime organizado sentou no Palácio Guanabara”, referindo – se à sede do governo fluminense, e destacou a gravidade da situação no estado, que segundo ele “chegou no fundo do poço”.
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O evento ocorreu no Estádio Moça Bonita, em Bangu, onde Paes se juntou ao presidente para discutir a campanha. Durante seu discurso, ele criticou a administração do ex – governador Cláudio Castro (PL), mencionando que “secretários foram presos por ligação com o crime organizado”.
Entre os citados, estão Raphael Montenegro, ex – secretário de Administração Penitenciária do Rio, Allan Turnowski, ex – secretário da Polícia Civil e Alessandro Pitombeira Carracena, ex – subsecretário de Esporte e Lazer.
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Críticas à gestão anterior
Paes continuou suas acusações, dizendo que “essa turma permitiu inclusive que o crime comandasse a economia”. Além das questões relacionadas à segurança pública, ele também fez uma avaliação negativa sobre a educação no estado. O ex – prefeito ressaltou que o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do Rio foi o pior do país.
A presença do presidente Lula no ato não passou despercebida. O presidente elogiou o trabalho do desembargador e governador interino Ricardo Couto, que assumiu o cargo em março deste ano após a renúncia de Castro para concorrer nas eleições. A primeira dama da República no Rio também contou com a participação dos candidatos ao Senado e do atual prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD.
“O que nos une aqui hoje é o desejo de salvar o Rio de Janeiro”, afirmou Paes durante sua fala. Ele completou: “O Brasil não se salva se o Rio não se salvar”.
Investigação da Polícia Federal
Em outro momento do evento, Paes comentou sobre um caso envolvendo um adversário político preso sob acusação de obstruir uma investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas. A investigação foi conduzida pela Polícia Federal e revelou envolvimentos com outras figuras políticas, como o ex – deputado federal TH Joias e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto.
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“Se não fosse a PF entrar na investigação, meu adversário seria Bacellar”, disse Paes, enfatizando a importância das ações da polícia para esclarecer as irregularidades. A repercussão dessas denúncias demonstra um quadro complicado na política fluminense e deixa claro os desafios enfrentados pelos candidatos nas próximas eleições.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



