Edi Rama rejeita deixar o cargo na Albânia e diz que protestos ameaçam entrada na União Europeia
Manifestações lideradas por estudantes tomaram o centro de Tirana, capital da Albânia, e se espalharam por outras cidades na última semana. Os manifestantes exigem a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, e a violência já deixou prédios do governo e bancos incendiados.
A situação pode tomar um rumo ainda mais duro, segundo o que se vê nas ruas. Para o governo, o protesto é o maior desafio até agora desde que Rama assumiu o poder.
Confronto começa em frente ao Ministério da Educação
A violência começou quando milhares de pessoas se reuniram em frente ao Ministério da Educação. Parte dos presentes jogou pedras contra a polícia de choque, que reagiu com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha.
Manifestantes que pedem a saída de Rama também quebraram vitrines e arrancaram pedras da calçada para usar como projéteis. Em poucos dias, o movimento saiu da capital e chegou a outras cidades do país.
Manifestante prevê que tumultos vão piorar
Um manifestante em Tirana avaliou que a situação só tende a piorar, já que os protestos não mostram sinais de trégua depois de quase uma semana.
“Não só os estudantes, mas também nós, eu já não sou estudante, estou no mercado de trabalho, sinto isso todos os dias – acho que eles não estão dando trégua. Então acho que vai piorar ainda mais – os tumultos e a desobediência civil”, disse o manifestante Noel Xhoxhi à agência Reuters.
Rama rejeita renúncia e aponta risco à União Europeia
O primeiro-ministro albanês, Edi Rama, recusou os apelos para deixar o cargo. Segundo ele, os protestos de rua ameaçam sobretudo as esperanças da Albânia de entrar na União Europeia, e não o seu governo.
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Os distúrbios vieram depois de meses de atos majoritariamente pacíficos no verão, contra um empreendimento de luxo no litoral apoiado por Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump. Rama governa o país desde 2013 e, no ano passado, conquistou seu quarto mandato.
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