Edi Rama atribui protestos na Albânia a “mãos estrangeiras”, sem apresentar provas

Milhares de pessoas, lideradas por estudantes, protestaram em Tirana contra corrupção, falta de atenção à educação e um empreendimento de luxo no litoral sul.

1 min

Estudantes albaneses realizam protesto contra o governo em Tirana.

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, atribuiu nesta sexta-feira (16), sem apresentar provas, a “mãos estrangeiras” uma série de protestos em Tirana.

Na quinta-feira (15), milhares de pessoas foram às ruas, lideradas por estudantes. Os manifestantes denunciam corrupção entre autoridades e falta de atenção à educação; também contestam a venda de áreas do litoral sul da Albânia para um empreendimento de luxo apoiado por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Protestos em Tirana tiveram confronto com a polícia

Durante as manifestações, participantes quebraram janelas e entraram em confronto com a tropa de choque, que usou canhões de água e gás lacrimogêneo na capital.

Enquanto os protestos aconteciam, Rama rejeitou os pedidos para deixar o cargo. No dia seguinte, afirmou que a mobilização não tinha relação com as reivindicações da população comum.

Edi Rama acusa interferência estrangeira

Na mensagem em vídeo, o primeiro-ministro sustentou que forças estrangeiras estariam por trás da onda de protestos, mas não apresentou provas para apoiar a afirmação.

Rama também declarou que as manifestações representavam uma tentativa de impedir que a Albânia se aproximasse da União Europeia. Os manifestantes, por sua vez, apontam corrupção e negligência com a educação entre os motivos dos atos.

Leia também

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.