“É como se o comércio estivesse proibido”, afirma a Abimaq sobre tarifas

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos expressou confiança na anulação da taxa.

2 min

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) declarou ter confiança na revogação da alíquota de 50% divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para produtos brasileiros exportados para o território americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, teme que o clima político entre Brasil e EUA comprometa a negociação sobre a remoção da tarifa específica para o aço.

A implementação da medida implica o encerramento do comércio interestadual, o que não possui lógica estratégica no conflito comercial entre Estados Unidos e China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Velloso acredita que a tendência é que as partes negociem um acordo, de modo que, embora haja o choque com o aumento tarifário, as empresas não estejam em desespero.

A previsão é de negociação, pois não se pode impor uma taxa de 50%. É como afirmar que “está proibido fazer negócio com o Brasil”, visto que o Brasil é obrigado a aplicar a reciprocidade, afirma Velloso.

Os Estados Unidos representam o principal destino das exportações de máquinas e equipamentos fabricados no Brasil. Em 2023, as remessas atingiram cerca de US$ 3,5 bilhões. Contudo, as empresas brasileiras importam um volume ainda maior de máquinas dos EUA, no valor de US$ 4,7 bilhões.

Abimaq Avalia a Injustificativa das Tarifas

A Abimaq avalia que não há justificativa para a imposição de tarifas adicionais se o comércio bilateral é vantajoso para os Estados Unidos.

Leia também

A entidade aponta que, ao longo dos últimos 16 anos, o Brasil registrou um déficit comercial de mais de US$ 88 bilhões com os Estados Unidos, resultante da soma de todos os produtos da pauta.

Para Velloso, além do atrito com um país ao qual os EUA mais vendem do que compram, a tarifa contra o Brasil, que se tornou a maior até então mencionada por carta desde segunda-feira, tem o efeito colateral de favorecer a competitividade dos produtos chineses no mercado americano.

Nesse contexto, considera-se que a medida não tem lógica em relação ao objetivo do presidente americano de reverter o déficit comercial com os chineses: “Não faz sentido”.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!