Donald Trump anuncia reabertura do Estreito de Ormuz, mas especialistas alertam sobre riscos

Trump anuncia reabertura do Estreito de Ormuz, mas especialistas permanecem céticos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Estreito de Ormuz foi reaberto em um acordo firmado no domingo, 14 de fevereiro de 2026, com o Irã. No entanto, fontes do setor de transporte marítimo não estão convencidas da segurança dessa reabertura.
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Na segunda-feira, 15 de fevereiro, Trump afirmou em suas redes sociais que “navios estão começando a se movimentar, muitos carregados com petróleo, para fora do Estreito de Ormuz”. Especialistas que monitoram o tráfego de navios, no entanto, indicam que a incerteza sobre os termos do acordo e outros riscos podem manter o tráfego reduzido por semanas ou meses.
Falta de clareza sobre o acordo gera insegurança
Jakob Larsen, diretor de segurança do Conselho Marítimo Internacional e do Báltico (BIMCO), destacou que as declarações dos EUA e do Irã são vagas e não abordam aspectos essenciais, como cronogramas e rotas seguras. Ele alertou que a falta de detalhes e um histórico de promessas otimistas tornam a situação instável para a indústria naval.
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Larsen aconselhou os armadores a realizarem avaliações de risco minuciosas e pediu que todas as partes priorizem a segurança dos marítimos. Apesar do bloqueio naval e da queda no tráfego comercial, Natasha Kaneva, do JPMorgan, observou que volumes significativos de petróleo ainda estão transitando pelo estreito.
Desafios para a navegação no Estreito de Ormuz
Bob McNally, do Rapidan Energy Group, informou que entre 0% e 10% do fluxo normal de petróleo estava conseguindo sair do estreito, o que ajudou a evitar a alta nos preços do petróleo. A Kpler, que monitora a movimentação de navios, não registrou movimentação significativa entre os 220 petroleiros e quase 500 navios no Golfo Pérsico.
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Matt Smith, analista-chefe de petróleo da Kpler, afirmou que o acordo deve ser assinado na sexta-feira, 18 de fevereiro, e que levará de três a quatro meses para que o tráfego seja considerado normal. Ele ressaltou que a maioria dos operadores de navios aguardará ver outros navios atravessarem o estreito antes de se sentirem seguros para fazê-lo.
Seguros marítimos e segurança na navegação
As seguradoras marítimas ainda não demonstraram disposição para cobrir navios que transitam pelo estreito, o que pode criar um impasse. A Skuld, uma seguradora marítima, confirmou que não alterou suas limitações de cobertura, e qualquer revisão das taxas dependeria da certeza de viagens seguras.
Larsen enfatizou que as companhias de navegação precisam de garantias sobre rotas livres de minas. Trump afirmou que esse trabalho já está em andamento, mas Larsen destacou que é necessário esclarecer questões como a distância segura entre os navios e a proteção naval.
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Matt Eagan, Maisie Linford e Donald Judd, da CNN, contribuíram para esta reportagem.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



