DOI-Codi: Símbolo da Ditadura Militar Tombado Provisoriamente no Rio!
DOI-Codi: Símbolo da Ditadura Militar é tombado provisoriamente! Edifício palco de torturas e crimes humanos no Rio de Janeiro recebe proteção do Iphan. O que
DOI-Codi, Símbolo da Ditadura Militar no Rio de Janeiro, é Tombado Provisoriamente
O edifício que antes sediava o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), uma unidade repressiva do Exército durante a Ditadura Militar no Rio de Janeiro, recebeu o status de bem tombado provisoriamente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A notícia foi divulgada no Diário Oficial da União em 11 de maio de 2026, com um período de 15 dias para que o Exército apresentasse sua manifestação, o que não ocorreu.
Essa decisão foi resultado de um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que desde 2013 tem defendido a importância de preservar a memória do local, que foi palco de graves violações de direitos humanos durante o período da ditadura. O MPF intensificou o pedido em 2025, solicitando uma nova análise do Iphan sobre o tema em março deste ano.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Histórico e Denúncias do DOI-Codi
O DOI-Codi operou principalmente entre 1969 e 1979, sendo responsável por diversas prisões ilegais, sequestros e atos de tortura contra centenas de pessoas. Muitas dessas vítimas nunca tiveram seus casos devidamente julgados, desapareceram ou faleceram sob custódia do Estado, seguindo ordens de agentes da repressão.
O Ministério Público Federal documentou essas ações em uma nota técnica publicada em setembro de 2025, listando imóveis com potencial para se tornarem espaços de memória.
Leia também
Casos Notórios e Impacto da Memória
O edifício, localizado na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, atualmente abriga o 1º Batalhão de Polícia do Exército e o Pelotão de Investigação Criminal. Um caso emblemático que ocorreu ali foi a tortura do deputado federal Rubens Paiva, cuja história foi retratada em um filme que conquistou o prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar em 2025.
Além de Paiva, outras 52 pessoas também sofreram tortura no local.
Proteção do Iphan e Próximos Passos
Com o tombamento provisório, qualquer alteração na estrutura do edifício precisará da autorização do Instituto Nacional de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Iphan explicou que o tombamento provisório se baseia em uma análise técnica e, após a publicação no Diário Oficial, o bem cultural passa a ter a mesma proteção garantida pelo tombamento definitivo.
A decisão final será tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.