Documentos chocantes revelam segredo da ‘Casa da Morte’ de Petrópolis

Documentos chocantes revelam a “Casa da Morte” de Petrópolis! Em 1970, o coronel Cyro Guedes Etchegoyen liderou centro de tortura com apoio britânico. Descubra

13/05/2026 10:04

3 min

Documentos chocantes revelam segredo da ‘Casa da Morte’ de Petrópolis
(Imagem de reprodução da internet).

Revelados Documentos Chocantes Sobre a ‘Casa da Morte’ de Petrópolis

Em dezembro de 1970, pouco após retornar de um “estágio de informações” na Inglaterra, o coronel Cyro Guedes Etchegoyen, então chefe da seção de contrainformações do gabinete do ministro do Exército durante a ditadura militar, liderou a criação de um centro clandestino de tortura e assassinatos na região Serrana do Rio, conhecido como “Casa da Morte de Petrópolis”.

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Documentos inéditos, produzidos por Etchegoyen e outros três militares, revelam detalhes surpreendentes sobre esse aparelho repressivo.

Estágio na Inglaterra e o Convite do Governo Inglês

Os documentos indicam que o蝙蝠 estágio foi resultado de um convite do governo britânico, que buscava aprimorar suas técnicas de inteligência. Os oficiais brasileiros foram enviados para a Inglaterra para receber uma apresentação do Serviço de Informações Britânico (SIS) e do Serviço de Segurança Interna (MI-5), com o objetivo de selecionar assuntos de interesse para os órgãos de informações brasileiros.

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A colaboração entre os dois países, que até então era mantida em segredo, emerge desses documentos como um elemento crucial na repressão à oposição no Brasil.

Técnicas de Interrogatório e a ‘Casa da Morte’

Os militares brasileiros aprenderam técnicas de interrogatório com os britânicos, incluindo o uso do “capuz” – a privação de luz e orientação do preso – como método para desorientá-lo e quebrá-lo psicologicamente. Além disso, foram instruídos sobre a importância de manter o centro secreto, com acesso restrito apenas aos interrogadores e à guarda, e sobre a necessidade de condições degradantes para o preso, como alimentação precária e isolamento.

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Inês Etienne Romeu e o Depoimento Crucial

O depoimento de Inês Etienne Romeu, uma das sobreviventes da “Casa da Morte”, é fundamental para entender o funcionamento do centro. Ela relata ter passado três meses na casa, sofrendo tortura e interrogatório em condições desumanas. O relato de Inês, juntamente com o de outros ex-presos, fornece evidências concretas da atuação do CIE e da colaboração britânica na repressão política no Brasil.

A Colaboração Britânica Revelada

O manual escrito pelo coronel Cyro Etchegoyen, um dos documentos mais importantes da investigação, detalha o programa cumprido pelos oficiais brasileiros e revela a extensão da colaboração britânica com o governo ditatorial brasileiro. O manual, que foi descoberto por acaso pela pesquisadora Maria Celina D’Araújo, é um novo instrumento importante de pesquisa sobre a colaboração dos ingleses com o governo ditatorial brasileiro.

Conclusões e Implicações

A revelação desses documentos sobre a “Casa da Morte” de Petrópolis e a colaboração britânica com a ditadura militar brasileira levanta questões importantes sobre a responsabilidade internacional na repressão política e na violação dos direitos humanos.

O caso demonstra como a inteligência e a tecnologia podem ser utilizadas para fins nefastos e como a colaboração entre diferentes países pode contribuir para a perpetuação de regimes autoritários.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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