Dívida bruta do governo atinge 80,4% do PIB em abril de 2026

A dívida bruta somou R$ 10,4 trilhões em abril, alta de 0,3 ponto em um mês, puxada principalmente pelos juros, segundo o Banco Central.

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Dívida bruta do governo geral atinge 80,4% do PIB em abril de 2026

O Banco Central divulgou na sexta-feira (29 de maio) que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 80,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em abril. O valor total da dívida pública somou R$ 10,4 trilhões, representando um aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior.

A DBGG engloba os débitos do governo federal, do INSS e das administrações estaduais e municipais.

Análise dos fatores que influenciaram o aumento

Segundo o Banco Central, o aumento mensal da dívida foi impulsionado principalmente pelo acúmulo de juros nominais, que adicionaram 0,9 ponto percentual ao indicador. No entanto, a valorização do real teve um efeito mitigador, reduzindo o impacto da alta em 0,2 ponto percentual.

A variação do Produto Interno Bruto (PIB) nominal também contribuiu para diminuir a relação dívida/PIB em 0,3 ponto percentual durante o mês. No acumulado do ano até abril, a DBGG avançou 1,7 ponto percentual do PIB.

Impacto dos juros e da valorização cambial

A principal pressão sobre as contas públicas continua sendo o elevado nível dos juros. De janeiro a abril, os juros nominais somaram 3,3 pontos percentuais à DBGG. Além disso, as emissões líquidas de dívida adicionaram mais 0,3 ponto percentual ao indicador.

Em contrapartida, o crescimento do PIB nominal ajudou a conter o aumento da dívida, reduzindo-a em 1,5 ponto percentual no ano. A valorização cambial acumulada também contribuiu para diminuir a relação entre dívida e PIB em 0,4 ponto percentual.

A dívida bruta é um indicador crucial para o mercado financeiro e agências de classificação de risco, que o utilizam para avaliar a capacidade de pagamento do governo e a sustentabilidade das contas públicas.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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