Diesel: Atraso nos Subsídios Urge Resposta do Governo e Ameaça Mercado Nacional

Atraso nos subsídios de diesel causa crise no mercado! Abicom alerta para a falta de repasse de R$ 0,32/litro e impacta importadoras como Petrobras e Vibra.

Atraso nos Pagamentos de Subsídios de Diesel Impactam o Mercado

A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) levantou preocupações sobre a falta de repasse de subsídios para o diesel, que começou a vigorar em 12 de março de 2026. A organização alega que o governo federal não tem efetuado os pagamentos de R$ 0,32 por litro, o que pode afetar as compras internacionais a partir de junho.

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As importadoras desempenham um papel crucial no mercado, respondendo por cerca de 25% a 30% do consumo total de diesel no Brasil.

O atraso no repasse dessas subvenções está gerando dificuldades de fluxo de caixa para as empresas do setor. As importadoras, em particular, compram o diesel com base nos preços estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e, posteriormente, solicitam ao governo o reembolso da diferença entre o preço de referência e o valor subsidiado para a comercialização.

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Essa situação tem gerado incertezas e impactado as operações das empresas.

Participantes do Programa de Subvenção

Segundo informações, até o momento, 23 empresas se inscreveram no programa de subvenção do diesel, incluindo a Petrobras, as refinarias de Mataripe e Manaus, além da Vibra. Além disso, participam importadoras, tradings e distribuidoras de médio porte.

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Dentro da Abicom, seis empresas – Sea Trading, Midas Distribuidora, On Petro Trading, Petro Energia, Royal Fic e Sul Plata – também estão envolvidas no programa.

Atraso nos Pagamentos e Falta de Resposta do Governo

O governo havia prometido realizar os pagamentos em até 15 dias. Inicialmente, o ministro da Fazenda (PT) anunciou a eliminação da alíquota de PIS e Cofins sobre o diesel. A Abicom afirma que os primeiros documentos solicitados foram enviados no início de abril de 2026.

Até o momento, a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia não forneceu retorno às solicitações da Poder360.