Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia: Entenda os Desafios e Sintomas da Doença

Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia
O Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, celebrado nesta terça-feira (12), destaca uma condição que ainda gera muitas incertezas em relação ao diagnóstico. A data é uma oportunidade para promover discussões e inserir o tema nas pautas de saúde, visando apoiar aqueles que enfrentam essa questão.
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A fibromialgia é uma doença reumática que afeta 3% da população brasileira, com predominância entre as mulheres, conforme dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Os sintomas da fibromialgia são variados, o que dificulta a obtenção de um tratamento eficaz com a ajuda de profissionais de saúde. Segundo Thiago Ferreira, médico e coordenador de Reumatologia da Afya Educação Médica, a condição impacta diretamente a vida cotidiana dos pacientes. “A fibromialgia se caracteriza principalmente por dores pelo corpo, frequentemente acompanhadas de cansaço intenso, sono não reparador, rigidez, formigamentos, dores de cabeça e dificuldades de memória ou concentração. É comum que o paciente relate: ‘eu durmo, mas acordo cansado’.
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Embora a doença não cause deformidades ou destruição das articulações, ela pode afetar significativamente a qualidade de vida”, explicou.
Desafios no Diagnóstico
Ferreira também comentou sobre a dificuldade em diagnosticar a fibromialgia, que muitas vezes é atribuída à ausência de identificação em exames comuns. “A fibromialgia não é detectada em exames de sangue ou de imagem. O diagnóstico é clínico, fundamentado na história do paciente, no padrão da dor e na exclusão de outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como hipotireoidismo, doenças inflamatórias, anemia, distúrbios do sono e depressão.
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Além disso, a dor da fibromialgia foi subestimada por muito tempo, o que atrasou o reconhecimento adequado da condição”, afirmou o médico.
Tratamento da Fibromialgia
Diferentemente de outras doenças que podem ser tratadas com medicamentos, a fibromialgia requer uma abordagem diversificada para proporcionar alívio aos pacientes. “O tratamento mais relevante é o não medicamentoso, que inclui atividade física regular, especialmente exercícios aeróbicos e de fortalecimento, educação sobre a doença, melhoria do sono e manejo do estresse”, destacou Thiago Ferreira.
Ele acrescentou que “medicamentos podem ser utilizados em algumas situações para controlar a dor, melhorar o sono ou tratar ansiedade e depressão associadas, mas não devem ser considerados como a única solução. O melhor resultado geralmente vem de um plano individualizado e multidisciplinar.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia também enfatiza a importância do exercício físico como parte central do tratamento”.
Legislação e Conscientização
Em 2025, foi sancionada a Lei 15.176/2025 no Brasil, que representa um avanço significativo no reconhecimento da fibromialgia. Para o reumatologista, essa medida é um passo importante, mas ainda há muitos aspectos a serem aprimorados em termos de conscientização. “A Lei nº 15.176/2025 reconhece a fibromialgia como uma condição que pode ser considerada deficiência, com avaliação biopsicossocial e maior garantia de acesso a direitos, atendimento multidisciplinar e políticas públicas.
Isso ajuda a diminuir a invisibilidade da doença. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer: é fundamental transformar a lei em acesso real, com diagnósticos corretos, acolhimento, tratamento estruturado e capacitação das equipes de saúde”, concluiu o especialista.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



