Dia Nacional da Cachaça: conheça 10 versões da bebida que harmonizam com diferentes pratos
Data de celebração reúne versões da bebida envelhecidas em madeiras como ipê e peroba, com sugestões de harmonização.
No Dia Nacional daCachaça, celebrado nesta segunda – feira (13), a bebida ganha destaque não só pelo seu consumo tradicional, mas também pela variedade de formas que pode ser produzida. A madeira usada no armazenamento, por exemplo, vai muito além do clássico carvalho e influencia diretamente o sabor e o aroma do destilado.
Segundo Delfino Golfeto, cachacier e fundador da Água Doce Sabores do Brasil, existem diversas maneiras de imprimir características únicas à cachaça.
Ipê, peroba e até especiarias podem entrar no processo, resultando em perfis que harmonizam com diferentes alimentos. Cada tipo de madeira altera a acidez, a cor e o paladar da “água ardente”, abrindo um leque de possibilidades para quem aprecia a bebida.
Madeiras que transformam o sabor da cachaça
A madeira de amendoim, por exemplo, tem um perfil equilibrado. Ela reduz a acidez e amacia o destilado sem modificar o sabor original da cana – de – açúcar. Para acompanhar, a combinação ideal inclui frango assado, carne suína, castanhas, queijos semiduros e sobremesas de chocolate ou caramelo.
Já a grápia oferece um toque amadeirado suave e semineutro, com uma coloração amarelo – palha clara. Ela também reduz a acidez e entrega notas levemente adocicadas, harmonizando com carnes assadas, queijos semiduros e sobremesas que levam caramelo, mel ou frutas secas.
A peroba, por outro lado, é uma opção pouco conhecida e confere um tom amarelado à bebida, com um toque sutil amargo e seco. Seu perfil é indicado para degustações de petiscos, carnes brancas, queijos e pratos de intensidade média.
O louro aparece tanto como especiaria quanto como madeira para armazenamento, resultando em notas florais e um fundo levemente adstringente e medicinal. A bebida combina bem com ervas, feijão, preparos com molhos e receitas tradicionais brasileiras. Já a amburana é conhecida pelo sabor marcante, com notas adocicadas e de especiarias, além de um aroma que lembra baunilha e canela.
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Ela acompanha carne suína, costela com molho agridoce, queijos curados e sobremesas com doce de leite ou caramelo.
Opções para paladares intensos e leves
A madeira de bálsamo traz características herbais e amadeiradas, com um toque levemente picante de especiarias. É uma boa escolha para carnes vermelhas, embutidos, queijos maturados e pratos com temperos mais intensos. O jatobá, por ser muito resistente, oferece um toque de frutas secas e aroma amadeirado, combinando com carnes assadas, costelas, queijos de sabor intenso e chocolate amargo.
Para quem prefere as características originais da cachaça, o jequitibá é uma alternativa. O jequitibá – rosa dá uma cor dourada e sabor macio, semelhante ao carvalho. Ambos os tipos podem acompanhar peixes, aves, saladas, frutos do mar e queijos suaves.
O freijó, parecido com o jequitibá – branco, reduz a agressividade do álcool e preserva as características da bebida, sendo ideal para entradas, peixes, frutos do mar, queijos frescos e pratos leves.
Por fim, o ipê — tanto o amarelo quanto o roxo — resulta em uma coloração dourada ou alaranjada que chama a atenção. Com notas que lembram nozes e castanhas, a cachaça armazenada nessa madeira combina bem com carnes grelhadas, linguiças, preparos defumados e queijos curados.