Desvendando os “Invisíveis”: O Desafio da Adoção no Brasil e suas Crianças Esquecidas

No Brasil, 1.783 crianças permanecem invisíveis na fila de adoção. Descubra os desafios e a realidade que cercam esses pequenos em busca de um lar.

25/05/2026 11:26

3 min

Desvendando os “Invisíveis”: O Desafio da Adoção no Brasil e suas Crianças Esquecidas
(Imagem de reprodução da internet).

Desafios da Adoção no Brasil: Os “Invisíveis

No Brasil, existem cinco candidatos para cada criança disponível para adoção, mas uma parte específica da fila permanece estagnada: os “invisíveis” da busca ativa, que somam 1.783 menores. Essas crianças e adolescentes já estão juridicamente aptos, mas não conseguem encontrar famílias interessadas devido ao seu perfil.

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O Dia Nacional da Adoção é celebrado nesta segunda-feira (25). Quando não há compatibilidade no sistema nacional, o Judiciário inicia a chamada “busca ativa” para localizar famílias dispostas a acolher esses perfis específicos.

Atualmente, há 32.065 pretendentes ativos na fila de adoção, enquanto 6.247 crianças e adolescentes estão prontos para serem adotados.

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Perfil dos Invisíveis

Ao analisar os perfis demográficos desses “invisíveis”, a maioria se identifica como Parda (54,3%), seguida por Branca (26,4%) e Preta (18,2%). Indígenas e amarelos representam cerca de 1%. O sistema indica que a grande maioria não possui doenças infectocontagiosas (98,5%) nem problemas de saúde graves (93,7%), e 66,3% não têm deficiências.

Entre aqueles que possuem alguma deficiência, a deficiência intelectual (24,2%) é a mais comum, seguida por casos que acumulam deficiência física e intelectual (8%). Além disso, 62,5% têm pelo menos um irmão no sistema.

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Manter grupos de irmãos unidos é uma prioridade legal, mas isso se torna um dos principais obstáculos para a finalização dos processos de adoção.

Descompasso entre a Fila e a Realidade

De acordo com agentes que atuam em instituições de acolhimento e profissionais consultados, o principal desafio para a finalização dos processos de adoção é a discrepância entre o perfil desejado pelos adotantes e a realidade das instituições.

A maioria dos pretendentes busca bebês ou crianças pequenas, sem irmãos e sem problemas de saúde, enquanto o sistema apresenta um cenário oposto.

Os dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) mostram que a maior parte das crianças que aguardam uma família são mais velhas, pertencem a grupos de irmãos ou possuem alguma deficiência ou condição de saúde. Especialistas consideram essa situação um “cenário desafiador” que demanda uma “revisão de paradigmas” por parte da sociedade.

Panorama do Acolhimento no Brasil

Embora existam cerca de 36.428 menores acolhidos em abrigos ou casas-lares, apenas uma pequena fração está disponível para adoção. A maioria foi retirada de suas famílias de origem por medidas de proteção e ainda mantém vínculos jurídicos, aguardando uma possível reintegração familiar.

Desde 2020, mais de 80 mil crianças retornaram para suas famílias biológicas após a resolução dos conflitos que motivaram o acolhimento.

Geograficamente, a oferta de pretendentes é desigual. O estado de São Paulo lidera com o maior número de pessoas habilitadas, enquanto as regiões Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste apresentam a menor densidade de famílias na fila.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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