Dia Nacional da Adoção: Brasil enfrenta desafios com 32 mil pretendentes e 6 mil crianças

Dia Nacional da Adoção: Desafios e Realidades
Comemorado nesta segunda-feira (25), o Dia Nacional da Adoção destaca um aspecto importante do tema: atualmente, o Brasil conta com 32.065 pretendentes ativos habilitados para adotar, enquanto o número de crianças e adolescentes prontos para adoção é de 6.247.
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Os dados, obtidos do SNA (Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento), mostram uma proporção de cinco candidatos para cada menor disponível. Especialistas consideram essa situação um “cenário desafiador” que demanda uma “revisão de paradigmas” por parte da sociedade.
A discrepância entre o número de adotantes e a quantidade de crianças disponíveis se deve a um descompasso entre as exigências de perfil das famílias e a realidade das instituições de acolhimento.
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O Gargalo do Perfil Desejado
A principal razão pela qual muitas crianças permanecem no sistema, mesmo com um número elevado de interessados, é a preferência dos adotantes por perfis específicos. Geralmente, esses perfis incluem bebês, crianças sem irmãos ou que não apresentem problemas de saúde.
Em contrapartida, a maioria dos menores aptos à adoção é composta por crianças mais velhas, que pertencem a grupos de irmãos ou que possuem alguma condição de saúde ou deficiência.
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Acolhimento e Reintegração Familiar
É fundamental distinguir entre o número de crianças em abrigos e aquelas que podem ser adotadas. Atualmente, existem 36.428 menores acolhidos em instituições ou programas de família acolhedora. Esses menores foram retirados de suas famílias originais por medidas de proteção, mas a maioria ainda mantém o vínculo jurídico com os pais biológicos.
O sistema brasileiro prioriza a manutenção desse vínculo sempre que possível.
Desde 2020, 80.103 crianças e adolescentes foram reintegrados às suas famílias após a resolução dos problemas que levaram ao acolhimento. Por outro lado, o número de adoções efetivadas desde 2019 é de 33.559, evidenciando que o retorno ao lar de origem é o desfecho mais comum para o acolhimento institucional.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



