Desafios na Geração de Energia no Brasil: Lições da China e Impactos no Consumidor

Silvia Rocha, da CGN Brasil, compara os cortes na geração de energia no Brasil aos desafios enfrentados pela China. Descubra como o país asiático superou essa

12/05/2026 01:16

2 min

Desafios na Geração de Energia no Brasil: Lições da China e Impactos no Consumidor
(Imagem de reprodução da internet).

Desafios da Geração de Energia no Brasil

Os desafios enfrentados pelos cortes na geração de energia no Brasil podem ser comparados a situações vividas em outros países, conforme destacou Silvia Rocha, diretora jurídica e de compliance da CGN Brasil. Durante uma entrevista ao programa Alta Voltagem, veiculado nesta segunda-feira (11), a executiva mencionou a China como um exemplo relevante. “A China lidou com problemas semelhantes de curtailment há cerca de dez anos, em um período em que enfrentava níveis elevados, como os que estamos vivenciando atualmente.

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Temos ativos em nosso portfólio que estão sofrendo cortes de 40% a 50% em um único dia. Esse cenário foi enfrentado pela China entre 2015 e 2016, e eles implementaram diversas estratégias para mitigar esses problemas”, afirmou.

Enquanto o Brasil ainda busca soluções para os altos índices de curtailment, Silvia Rocha enfatizou a importância de diluir os impactos financeiros sem sobrecarregar diretamente a conta de luz dos consumidores. A CGN, uma empresa chinesa com forte presença na geração nuclear global, tem se concentrado em projetos de energia eólica e solar no Brasil.

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Segundo Silvia, os chineses observam com preocupação o atual cenário de cortes na geração de energia renovável promovidos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), mas estão habituados a lidar com tais desafios.

Parceria Brasil-China e Motivos dos Cortes

“Eles compreendem a situação no Brasil devido à experiência que adquiriram, mas há uma preocupação em relação à rapidez com que isso será resolvido. O Brasil e a China mantêm uma parceria há mais de 50 anos, e a presença de empresas chinesas no país não é uma novidade”, declarou.

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Os cortes na geração de energia acontecem por três razões principais: a falta de infraestrutura de transmissão, como linhas danificadas ou atrasadas, onde o gerador pode ser ressarcido por não ser responsável pelo problema; quando as linhas de transmissão atingem seu limite de capacidade e a energia não pode ser escoada; e o excesso de oferta em relação à demanda.

Nos dois últimos casos, não há direito a compensação.

Diante do cenário atual, a diretora da CGN ressaltou que a orientação é investir nos ativos já existentes no país antes de buscar novas aquisições. “Assim que identificarmos um cenário favorável, voltaremos a investir de forma significativa.

Precisamos resolver a questão do curtailment e garantir pontos de conexão e acesso. Temos um pipeline importante que não conseguimos avançar devido à falta de infraestrutura para escoar essa energia”, concluiu.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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