Deputada Marina do MST pede CPI para investigar chacina com 121 mortos no Rio de Janeiro

Deputada Marina do MST (PT-RJ) pede CPI para investigar chacina no Rio de Janeiro, destacando abusos e falta de transparência na operação policial letal

30/10/2025 19:41

2 min

Deputada Marina do MST pede CPI para investigar chacina com 121 mortos no Rio de Janeiro
(Imagem de reprodução da internet).

Deputada Marina do MST solicita CPI para investigar chacina no Rio de Janeiro

A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) protocolou, junto a outros nove parlamentares de oposição, um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O objetivo é apurar as responsabilidades pela operação policial que resultou na morte de 121 pessoas nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro.

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Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, a deputada enfatizou a importância de uma investigação legislativa sobre as ilegalidades e abusos cometidos durante a ação policial, que é considerada a mais letal da história do estado e do país. “Nós vemos essa CPI como uma CPI da chacina, não apenas da operação. É para olhar também o processo todo da segurança pública do Rio de Janeiro”, afirmou.

Denúncias de irregularidades e falta de transparência

Marina criticou o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, por suposta ocultação de informações. “O governador Cláudio Castro tem dito muitas falácias, muitas mentiras sobre esse processo”, denunciou. A deputada levantou suspeitas de que a operação, supostamente planejada por um ano, foi realizada de maneira irregular, sem articulação entre os poderes e sem inteligência.

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Durante a entrevista, ela revelou que seu gabinete recebeu denúncias de sinais de tortura em corpos de vítimas, além de relatos de decapitações e ferimentos por arma branca. “Famílias estão tendo que entrar na mata atrás de corpos”, relatou.

A falta de transparência na perícia e a ausência de imagens das câmeras corporais dos agentes também foram questionadas.

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Críticas ao modelo de segurança pública

Marina criticou a ideia de que operações violentas garantem segurança à população. “Quem na cidade se sente mais seguro depois dessa chacina? Os principais criminosos não moram nas comunidades”, afirmou. Segundo ela, o modelo de segurança baseado em incursões armadas é um fracasso, resultando em mais insegurança e luto.

A deputada destacou que movimentos sociais estão organizando um ato público para denunciar as violações e exigir mudanças estruturais. “É preciso construir um projeto de segurança pública em que a defesa da vida e da dignidade estejam no centro”, concluiu.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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