Dengue na Bahia: 8.106 casos em 2026 e críticas de Rebeca Cardoso ao governo estadual

Casos de Dengue na Bahia em 2026
A Bahia registrou 8.106 casos prováveis de dengue até o dia 27 de abril de 2026, conforme informações da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). Esse número representa uma diminuição de 45,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
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Os dados foram divulgados pela Sesab à imprensa no último domingo (3), após críticas da primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, sobre a situação da doença no interior do estado. Rebeca, que é médica em formação e esposa do prefeito Bruno Reis, publicou um vídeo nas redes sociais, solicitando ao governador Jerônimo Rodrigues ações urgentes para atender pacientes com dengue hemorrágica em Uauá, no sertão baiano.
Críticas e Respostas da Secretaria de Saúde
Na postagem realizada no sábado (2), Rebeca mencionou a morte de uma mãe que deixou dois filhos e destacou a demora na regulação de pacientes que aguardavam transferência para unidades de saúde. Em resposta, a Secretaria de Saúde da Bahia afirmou que o óbito será investigado “pelas instâncias competentes para confirmação da causa da morte, conforme o protocolo sanitário” e criticou o uso do caso antes da conclusão técnica.
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A secretaria enfatizou que “não se deve transformar a dor de uma família em palanque antes da apuração dos fatos”. Quanto à regulação da paciente mencionada, a Sesab esclareceu que o processo não ficou parado, informando que a solicitação foi registrada às 14h35 e teve encaminhamento definido às 18h13, em menos de quatro horas.
Ações do Governo e Vigilância Epidemiológica
De acordo com a Sesab, o quadro clínico da paciente já era considerado grave, com sinais de alarme e manifestação hemorrágica. “Apesar da resposta do Estado, a paciente evoluiu a óbito. É uma perda que lamentamos profundamente”, destacou o órgão.
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A secretaria também informou que Uauá contabiliza 697 casos notificados e que o governo estadual já estava atuando na região e em outras áreas em situação de alerta ou epidemia, com ações de vigilância e apoio técnico às gestões municipais.
Entre as medidas adotadas está a aplicação do UBV, uma técnica utilizada para reduzir a circulação do mosquito transmissor. A Sesab ressaltou que o enfrentamento às arboviroses tem sido ampliado em colaboração com o Ministério da Saúde e os municípios, com um reforço na vigilância epidemiológica.
O órgão também atribuiu parte da responsabilidade pelo combate à doença às gestões municipais, destacando a importância da atenção básica e da eliminação de focos do mosquito. “O combate à dengue começa no território, na vigilância municipal e na atenção primária”, concluiu.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



