Delcy Rodríguez refuta críticas sobre lentidão do governo venezuelano após terremotos que mataram

A resposta do governo venezuelano enfrenta críticas por sua lentidão, enquanto Delcy Rodríguez destaca esforços emergenciais em meio à tragédia.

Membros do 7º Regimento Francês de Treinamento e Intervenção em Segurança Civil realizam uma inspeção em um prédio danificado em Catia La Mar, no estado de La Guaira, na Venezuela em 29 de junho de 2026

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, refutou na quinta – feira (2) as críticas sobre a suposta lentidão do governo em responder aos estragos causados por dois terremotos que resultaram na morte de mais de duas mil pessoas. A declaração veio após dias de reclamações generalizadas sobre a atuação oficial.

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Desde os tremores de 24 de junho, civis, incluindo sobreviventes e equipes de resgate estrangeiras, têm se mobilizado nas áreas afetadas, especialmente em La Guaira.

Os relatos de quem está atuando na remoção dos escombros, assim como das organizações internacionais de ajuda humanitária, apontam para uma resposta governamental considerada lenta e ineficaz. Segundo essas fontes, houve atrasos significativos na entrega de alimentos e suprimentos médicos, além da dificuldade em remover os destroços durante as operações de busca.

Resposta do governo

“Foi uma tragédia natural em uma escala que jamais imaginamos”, declarou Rodríguez em sua primeira coletiva desde que assumiu o poder em janeiro, após a queda do ex – presidente Nicolás Maduro pelos EUA. “Agimos imediatamente”, afirmou, ressaltando que cerca de quatro mil agentes foram mobilizados logo após os tremores.

O número subiu para 14 mil no dia seguinte e chegou a 19 mil atualmente. Ela também anunciou um decreto de emergência para ativar os protocolos necessários.

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A presidente mencionou ter visitado crianças em hospitais que perderam membros ou familiares devido aos desastres e compartilhou suas experiências emocionais ao lidar com esses casos. “Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e continuaremos a fazer até mais”, garantiu.

Atuação civil e críticas à mídia

A televisão estatal frequentemente mostra Rodríguez se reunindo com autoridades militares e policiais enquanto estes patrulham as principais vias da cidade. Contudo, muitos dos esforços de socorro têm sido realizados por voluntários civis. Testemunhas relataram à Reuters que pessoas têm utilizado suas próprias mãos, pás e picaretas para tentar resgatar entes queridos entre os escombros.

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Bombeiros, grupos de defesa civil e estudantes também estão envolvidos nas operações de resgate. Soldados que atuam lado a lado com civis nos escombros afirmaram ter se oferecido como voluntários para ajudar no local. Enquanto isso, Rodríguez informou que as operações de busca e resgate ainda não foram encerradas, mas não divulgou números oficiais sobre desaparecidos.

Uma lista online não oficial registrava cerca de 38.500 nomes na noite de quinta – feira (2), após ter atingido quase 60 mil nos dias seguintes aos terremotos.

Um representante das Nações Unidas indicou que estava providenciando assistência humanitária e o USGS (Serviço Geológico dos EUA) estimou que mais de dez mil mortes poderiam ocorrer devido aos desastres naturais. A presidente interina criticou veículos de comunicação por criar uma narrativa sensacionalista sobre a situação, chamando – os de “laboratórios de mídia”.

Apoio internacional

Rodríguez destacou também que tanto o FMI quanto o Banco Mundial ofereceram apoio financeiro para os esforços de recuperação. A Venezuela planeja criar um fundo de reconstrução no valor de US 200 milhões em parceria com o FMI, com recursos destinados a empresas contratadas para a reconstrução das moradias afetadas.