Delação de Vorcaro é rejeitada novamente; PGR deve seguir a decisão da Polícia Federal

A delação de Daniel Vorcaro é rejeitada pela Polícia Federal pela segunda vez, levantando questões sobre o futuro da investigação e a posição da PGR..

12/06/2026 21:51

3 min

Delação de Vorcaro é rejeitada novamente; PGR deve seguir a decisão da Polícia Federal
(Imagem de reprodução da internet).

Debate sobre Delação de Vorcaro na CNN

Na última quinta-feira (11), o empresário Leonardo Bortoletto e o comentarista da CNN, José Eduardo Cardozo, discutiram no programa O Grande Debate a questão: “A PGR vai bancar a delação de Vorcaro rejeitada pela PF?” A Polícia Federal já havia negado pela segunda vez a proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso desde 4 de março, em decorrência da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes financeiras no Banco Master.

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A decisão da PF foi comunicada aos advogados de Vorcaro, que agora aguardam uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com os investigadores, a última versão da delação apresentada foi considerada superficial e focada em aliados políticos.

Após a primeira rejeição, a defesa reformulou a proposta, mas a nova versão também foi recusada pelos mesmos motivos.

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Posições dos Analistas

Leonardo Bortoletto acredita que a PGR deve seguir o entendimento da Polícia Federal. Ele afirmou que “a decisão da Polícia Federal” se justifica, pois a proposta não trouxe elementos relevantes para a investigação. Bortoletto ressaltou que a delação de Vorcaro não apresentava autoincriminação, o que tornaria qualquer benefício jurídico indefensável. “Está certo tanto a Polícia Federal quanto a PGR em não aceitar qualquer coisa”, completou.

José Eduardo Cardozo concordou com essa análise e lembrou de um caso histórico em que houve divergência entre o Ministério Público e a Polícia Federal, referindo-se à delação de Antônio Palocci. “O resultado foi absolutamente desastroso para a investigação criminal”, afirmou Cardozo, mencionando a divulgação antecipada da delação por Sérgio Moro e seu impacto nas eleições, além da falta de corroboramento das informações apresentadas.

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Para ele, o caso de Vorcaro destaca a importância da coerência entre as instituições.

O que é necessário para a aceitação da Delação

Os analistas foram claros sobre o que seria necessário para que uma nova proposta de delação fosse aceita. Bortoletto apontou que Vorcaro precisaria apresentar evidências, como conversas não registradas nos celulares apreendidos, acordos sigilosos e a identificação de intermediários envolvidos no esquema. “Ele tem que trazer acordos que foram firmados da calada da noite”, disse.

Cardozo acrescentou que a delação premiada existe para beneficiar aqueles que colaboram efetivamente com as investigações. “Se você não está colaborando absolutamente nada, não está obtendo fatos relevantes, não está assumindo suas próprias culpas, por que vou dar esse benefício?”, questionou.

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Segundo ele, Vorcaro enfrenta uma escolha clara: apresentar uma delação consistente, com autoincriminação e novos fatos, ou enfrentar uma condenação severa, considerando o volume de delitos apurados.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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