Defesas da Ucrânia são superadas por ataques russos, com mais de 20 mísseis atingindo Kiev

A intensificação dos ataques russos em Kiev evidencia a vulnerabilidade da defesa aérea ucraniana, resultando em dezenas de feridos e crescente preocupação.

Explosão de um míssil ilumina o céu na Ucrânia em meio a ataque russo

A Ucrânia enfrenta uma ameaça crescente com a intensificação dos ataques russos, que têm explorado a vulnerabilidade do país em relação à defesa aérea. Nesta semana, mais de 20 mísseis balísticos e antinavio atingiram a região da capital, Kiev, burlando as defesas ucranianas e resultando em dezenas de feridos.

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Esses ataques se intensificaram especialmente na noite de 30 de junho, quando a Rússia lançou uma ofensiva massiva com 61 mísseis de cruzeiro e cerca de 300 drones.

Os mísseis balísticos russos são considerados a principal preocupação pela liderança ucraniana, especialmente em um momento em que o país busca reabastecer seu estoque de interceptadores Patriot, fabricados nos Estados Unidos, que são essenciais para abater esse tipo de projétil.

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Ameaças às cidades ucranianas

As ameaças às cidades da Ucrânia podem ser classificadas em três categorias principais: mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones. No front, os russos utilizam drones menores para atacar áreas civis, com um exemplo recente sendo um ataque a um vendedor de alimentos na região de Kherson.

O uso de drones FPV tem se tornado comum, levando à descrição desse tipo de ataque como “safári de drones”.

A Ucrânia demonstrou habilidade no combate aos drones russos, embora esses dispositivos sejam baratos e produzidos em massa pela Rússia. A introdução de melhorias nos drones russos tem aumentado a eficácia dos ataques. Entretanto, a Ucrânia possui um sistema de defesa em camadas contra esses drones mais lentos.

Por outro lado, os mísseis de cruzeiro costumam carregar cargas úteis maiores e voam próximos ao solo para evitar detecção. O míssil Kalibr é um exemplo disso; lançado do mar por navios ou submarinos russos, ele pode operar a altitudes baixas.

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Já os mísseis balísticos apresentam características diferentes: impulsionados por motores de foguete, eles realizam trajetórias em arco antes do impacto no alvo.

Impacto da falta de interceptadores

A escassez de interceptadores tem levado a Ucrânia a pressionar os Estados Unidos pela coprodução do sistema Patriot. Durante uma cúpula da Otan na Turquia no mês passado, o presidente americano Donald Trump indicou que poderia considerar essa possibilidade.

No entanto, suas declarações recentes geraram frustração ao afirmar que ceder tecnologia desse tipo seria complicado.

Enquanto isso, autoridades ucranianas relatam que a Rússia está aumentando seu arsenal com mísseis balísticos norte – coreanos. Um exemplo foi o ataque com um míssil KN-23 que destruiu uma casa na região de Dnipropetrovsk, resultando na morte de seis pessoas, incluindo três crianças.

Esse míssil é considerado semelhante ao Iskander russo e exemplifica a dependência da Rússia da ajuda militar norte – coreana.

Além disso, a situação se complica ainda mais com a guerra entre os EUA e o Irã, que está afetando os estoques dos sistemas antimísseis americanos. Informações recentes indicam que as Forças Armadas dos EUA consumiram quase todo o seu estoque do sistema THAAD e que os interceptadores Patriot disponíveis para a Ucrânia caíram pela metade desde o início do conflito.

Desafios futuros

A analista militar Dara Massicot comentou sobre as dificuldades enfrentadas pela Ucrânia na defesa contra mísseis balísticos e sugeriu que chegou o momento de considerar alternativas para minar as capacidades russas. Com a pressão crescente sobre as cidades ucranianas devido à intensificação dos ataques por parte da Rússia, o tempo se torna um fator crítico.