Defesa de Daniel Lopes Monteiro se pronuncia após prisão na Operação Compliance Zero

A defesa de Daniel Lopes Monteiro se manifesta após sua prisão na Operação Compliance Zero, destacando a regularidade de suas atividades. Entenda os detalhes!

18/04/2026 17:51

3 min

Defesa de Daniel Lopes Monteiro se pronuncia após prisão na Operação Compliance Zero
(Imagem de reprodução da internet).

Nota da Defesa de Daniel Lopes Monteiro

A defesa do advogado Daniel Lopes Monteiro, que foi preso na 4ª fase da Operação Compliance Zero, emitiu um comunicado neste sábado (18). No documento, a defesa afirma que a criação de empresas, fundos e outras estruturas é uma atividade regular da advocacia.

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Além disso, destaca que o uso indevido dessas estruturas por clientes não pode ser automaticamente atribuído ao advogado sem evidências concretas. O comunicado enfatiza que é necessária a prova de participação direta e consciente em qualquer irregularidade, o que não se presume.

Monteiro é defendido pelo escritório Cavalcanti Sion, que ainda não revelou quais medidas judiciais serão adotadas. O advogado tem uma relação próxima com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Banco Master, que também está sendo investigado pela Polícia Federal.

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Atualmente, Monteiro permanece detido na sede da PF em São Paulo.

Decisão do STF e Acusações

Na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que resultou na prisão de Monteiro, ele é descrito como “operador jurídico-financeiro do esquema investigado”. O advogado é acusado de ser um dos responsáveis por organizar uma operação que envolvia a transferência de seis imóveis de luxo ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

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A Polícia Federal o considera o arquiteto jurídico do esquema de propina que teria beneficiado Costa.

O ex-presidente do BRB foi preso na última quinta-feira (16) sob suspeita de corrupção, crimes financeiros e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master. Costa teria facilitado transações com carteiras de crédito entre o BRB e o Master, que posteriormente foram consideradas “podres”, resultando em dificuldades financeiras para o BRB.

Os imóveis identificados pela PF na transação, supostamente arquitetada por Monteiro, seriam uma forma de pagamento ao ex-presidente pela facilitação das operações.

Atuação Profissional e Rompimento de Parceria

Em um balanço sobre os serviços prestados ao Banco Master, a defesa de Daniel Monteiro ressalta que seu antigo escritório, do qual era sócio, atuou em consultoria e disputas judiciais. Ao todo, foram contabilizadas 180 mil horas de trabalho em 28 mil processos judiciais, resultando na redução de aproximadamente R$ 662,7 milhões em passivos.

A defesa também destaca que a atuação profissional de Monteiro sempre foi “estritamente técnica”, com uma trajetória reconhecida na assessoria jurídica a instituições financeiras e grandes grupos econômicos, pautada pela ética e diligência.

O comunicado finaliza afirmando que Daniel Monteiro permanece à disposição das autoridades e que os fatos serão devidamente esclarecidos.

Dissolução de Parceria

Daniel Monteiro não faz mais parte do escritório Monteiro Ruso, que foi mencionado nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, além de estar presente na decisão de André Mendonça. Ele e seus antigos sócios assinaram um acordo de dissolução parcial no dia 10 de fevereiro, com efeitos a partir de 28 de fevereiro.

A CNN apurou que essa dissolução foi motivada pelas investigações relacionadas ao caso Master, que envolve Daniel Monteiro.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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