“Débora do Batom” busca liberdade com nova lei e pedido urgente ao STF
“Débora do batom” busca liberdade com nova lei! Advogados pedem revisão de pena no STF e redução máxima de 2/3. Urgente!
A defesa de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal na sexta-feira, 8 de maio de 2026. O objetivo é reavaliar a pena da cabeleireira e buscar a liberdade imediata, com base na recente Lei da Dosimetria.
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A solicitação foi formalizada na execução penal EP 158. A jornalista Mariana Saraiva, do Poder360, informa que os advogados da defesa argumentam que a nova legislação alterou significativamente os critérios para a aplicação de penas em crimes contra o Estado democrático de Direito, exigindo uma revisão retroativa para beneficiar aqueles que já tiveram suas sentenças definidas.
Novas Diretrizes na Dosimetria da Pena
A defesa de Débora destaca que a Lei da Dosimetria introduziu o conceito de “concurso formal próprio” para casos como o seu, o que pode levar a uma redução na soma das penas. Além disso, a nova lei estabelece a possibilidade de redução de 1/3 a 2/3 da pena para réus que participaram dos atos de 8 de janeiro em um contexto de multidão, sem ter exercido funções de liderança, organização, financiamento ou planejamento.
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Os advogados da “Débora do batom” sustentam que ela se enquadra nessa descrição, alegando não ter desempenhado um papel de comando nos ataques.
Pedido de Redução Máxima e Liberdade Imediata
Na petição, a defesa solicita a aplicação da redução máxima de 2/3 da pena. Eles argumentam que a manutenção de Débora em regime de prisão domiciliar, sem a adequação da pena à nova legislação, representa um excesso na execução da pena e um constrangimento legal.
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A defesa também pede que o STF reavalie pontos como o regime prisional, lapsos executórios e benefícios previstos na execução penal, além de solicitar a liberdade liminar, seja com ou sem medidas cautelares.
Contexto e Decisão Preliminar
O pedido foi apresentado logo após o presidente do Congresso, (União Brasil-AP), promulgar a lei da dosimetria. A aprovação da lei ocorreu em meio à pressão de aliados do ex-presidente (PL) por penas menores para os condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
Durante a tramitação do projeto, parlamentares da oposição argumentaram que as condenações originais do STF eram desproporcionais para aqueles que participaram dos atos sem exercer funções de liderança. O ministro Alexandre de Moraes já havia concedido um pedido da defesa de Débora para revisar a dosimetria da pena antes da promulgação da nova lei, condicionando a decisão à aprovação definitiva da proposta pelo Congresso e ao seu efetivo vigor.