Debate entre Haddad e Tarcísio em SP deve ter clima de 2º turno, aponta analista
O debate entre Haddad e Tarcísio promete ser decisivo, com a possibilidade de definir a eleição em São Paulo já no primeiro turno.
O primeiro debate entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), agendado para este domingo (9), deve apresentar um tom plebiscitário e um clima característico de segundo turno. A avaliação é do analista de Política Pedro Venceslau, que comentou sobre o evento durante o CNN 360º nesta sexta – feira (7). “Havia dúvidas se o governador Tarcísio compareceria ao debate.
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Ele decidiu participar, evitando assim dar armas aos críticos ligados a Flávio Bolsonaro”, afirmou Venceslau.
A expectativa é que esse confronto seja singular nesta fase da disputa eleitoral, uma vez que contará apenas com os dois candidatos. Venceslau ressaltou que, em debates anteriores promovidos pela Band, sempre houve mais candidatos no palco, mas desta vez a presença será limitada a Haddad e Tarcísio.
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Outros possíveis concorrentes, como o ex – prefeito de Santo André pelo PSDB e Kim Kataguiri (Missão), desistiram da corrida pelo governo para concorrer a vagas na Câmara dos Deputados. Paulinho da Força (Solidariedade), que também sinalizou interesse por cargos no governo ou no Senado, optou por não participar deste ciclo eleitoral.
Contexto político da disputa
Venceslau destacou que, devido ao seu caráter plebiscitário, há a possibilidade de que a eleição em São Paulo seja decidida já no primeiro turno. No entanto, a construção política em torno de Haddad trouxe suas próprias complexidades. O candidato conseguiu montar uma coligação abrangente com todos os partidos de esquerda, incluindo PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, Cidadania e PDT.
Apesar disso, o processo não foi tranquilo: inicialmente, o PDT não havia recebido nenhuma vaga na chapa e chegou a cogitar candidatar – se ao Senado.
Após negociações intensas, um acordo foi alcançado: Marcelo Barbieri, ex – prefeito de Araraquara, será o segundo suplente de Simone Tebet e Antônio Neto, um sindicalista histórico do PDT, ocupará o cargo de segundo suplente de Marina Silva. “Estarão todos juntos no mesmo palanque”, resumiu Venceslau sobre a união das siglas em torno de Haddad.
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Estrategias dos candidatos
Com relação à estratégia de Tarcísio, Venceslau apontou que ele pretende focar sua campanha nas questões regionais de São Paulo. O governador evita nacionalizar a disputa — uma tática que favoreceria Haddad. A expectativa é que Tarcísio utilize uma abordagem tradicional em suas campanhas no estado, destacando obras e projetos de infraestrutura realizados durante sua gestão.
“Haddad já criticou essa questão na pré – campanha e certamente levará isso para o debate porque a Sabesp tem sido alvo constante de reclamações no Procon desde sua privatização”, acrescentou Venceslau. Para se defender das críticas que devem surgir nesse contexto, Tarcísio já se prepara com argumentos favoráveis à privatização e à universalização do sistema de esgoto e saneamento em São Paulo.