Danone moderniza fábrica em Poços de Caldas para elevar produção de alimentos proteicos

A fábrica mineira receberá máquinas, tecnologias e impressoras 3D, enquanto a Danone também investe em iniciativas com propriedades fornecedoras de leite.

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Pecuária leiteira leite (3)
Pecuária leiteira leite (3)

A Danone está aumentando a capacidade de fabricar alimentos com alto teor de proteína no Brasil e aposta na expansão do consumo para impulsionar a categoria nos próximos anos. A empresa também modernizou fábricas e investiu em iniciativas voltadas às propriedades que fornecem leite.

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O segmento, que registra avanço de dois dígitos ao ano, tornou-se o mais importante da companhia, segundo Mário Rezende, vice-presidente de operações da Danone no Brasil. A baixa presença desses produtos nos lares brasileiros, porém, aponta espaço para crescer.

Danone amplia produção de alimentos proteicos no Brasil

“O cenário de crescimento bastante forte ano contra ano e uma penetração baixa nos mostra que ainda há um potencial de crescimento muito grande para o segmento”, afirmou o executivo em entrevista à CNN Agro.

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Unidade de Poços de Caldas recebe investimentos

Para atender à demanda, a empresa destinou recursos à unidade de lácteos em Poços de Caldas, em Minas Gerais. O plano inclui elevar a capacidade das linhas de produtos proteicos, instalar máquinas e tecnologias e capacitar funcionários.

Entre as mudanças está a implantação de um parque de impressoras 3D na fábrica. Com os equipamentos, a Danone consegue produzir internamente parte das peças de reposição usadas nas máquinas, o que reduz o tempo de manutenção e os custos de armazenamento.

Rezende relaciona o crescimento do segmento à mudança no perfil dos consumidores. A busca por alimentos ricos em proteína, antes ligada principalmente à prática esportiva, também passou a atender quem procura cuidar da saúde e envelhecer com mais qualidade.

Além da marca YoPRO, a companhia comercializa produtos com mais proteína em outras linhas, entre elas as voltadas à nutrição especializada e à reposição proteica para adultos com mais de 50 anos. O executivo relata aumento na procura por YoPRO, iogurtes naturais e Nutri Drink, além de alimentos associados à saúde intestinal.

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Programa Flora reúne cerca de 150 fazendas

O Brasil é um mercado estratégico para a operação global da Danone. A companhia está no país há 55 anos e afirma crescer acima da média global do grupo no mercado brasileiro.

Para fortalecer o fornecimento de leite, a empresa estruturou o programa Flora, que apoia a agricultura regenerativa e o desenvolvimento dos produtores parceiros. Lançada há seis anos, a iniciativa começou com duas propriedades e hoje abrange cerca de 150 fazendas, sobretudo no sul de Minas Gerais.

O programa reúne orientação técnica e gerencial, apoio financeiro, medidas de bem-estar animal e ações de preservação ambiental. “Nossa proposta é melhorar os indicadores produtivos e econômicos das propriedades e ampliar a qualidade do leite fornecido à indústria”, diz Rezende.

De acordo com o executivo, os participantes têm produtividade e rentabilidade acima das médias de mercado. A Danone calcula retorno de R$ 116 para cada R$ 100 investidos nas propriedades incluídas no programa.

Contratos e tecnologia ajudam produtores

“Além disso, as fazendas participantes conseguiram reduzir em mais de 50% as emissões de carbono e em mais de 40% as emissões de metano”, calcula Rezende.

A relação com os fornecedores se apoia em contratos de longo prazo e em mecanismos de precificação que, segundo a empresa, oferecem previsibilidade aos produtores. “Esse contrato está sempre linkado ao índice de precificação, que garante ao produtor uma previsibilidade, que é super importante neste mercado”, explica.

A falta de mão de obra está entre os principais obstáculos da produção leiteira, afirma o executivo. Para enfrentar a dificuldade de atrair trabalhadores, a Danone investe em capacitação, gestão das propriedades e tecnologias como sistemas robotizados de ordenha.

A sucessão rural também preocupa o setor. Rezende avalia que melhores condições de rentabilidade podem tornar a atividade leiteira mais atraente para jovens produtores e trabalhadores.

A Danone amplia a produção de alimentos com alto teor de proteína no Brasil e aposta no aumento do consumo doméstico para manter o avanço da categoria nos próximos anos.

A companhia também moderniza fábricas e investe em iniciativas para elevar a produtividade e a sustentabilidade das propriedades leiteiras fornecedoras.

Os alimentos proteicos já são a categoria mais importante da empresa e crescem a dois dígitos ao ano, segundo Mário Rezende, vice-presidente de operações da Danone no Brasil. Como esses produtos ainda têm baixa penetração nos lares brasileiros, o executivo vê espaço para expansão.

“O cenário de crescimento bastante forte ano contra ano e uma penetração baixa nos mostra que ainda há um potencial de crescimento muito grande para o segmento”, afirmou Rezende em entrevista à CNN Agro.

Investimentos ampliam produção em Poços de Caldas

A Danone investiu na unidade de lácteos de Poços de Caldas, em Minas Gerais, para acompanhar a expansão do segmento. O aporte inclui aumento da capacidade das linhas de alimentos proteicos, novas máquinas e tecnologias e capacitação de funcionários.

A fábrica também recebeu um parque de impressoras 3D. A tecnologia permite fabricar internamente parte das peças de reposição dos equipamentos, reduzindo o tempo de manutenção e os custos de armazenamento.

Rezende associa o avanço da categoria a mudanças nos hábitos de consumo. A procura por alimentos ricos em proteína, antes ligada sobretudo à prática esportiva, agora também envolve pessoas interessadas em saúde e envelhecimento saudável.

Além de YoPRO, a empresa oferece produtos com maior teor de proteína em linhas de nutrição especializada e de reposição proteica para adultos com mais de 50 anos. Segundo o executivo, também aumentou a procura por iogurtes naturais, Nutri Drink e itens relacionados à saúde intestinal.

Programa Flora apoia produtores de leite

O Brasil é estratégico para a operação global da Danone. Presente no país há 55 anos, a companhia afirma que seu crescimento no mercado brasileiro supera a média global do grupo.

Para fortalecer a cadeia de fornecimento de leite, a Danone criou o programa Flora, que promove agricultura regenerativa e apoia o desenvolvimento dos produtores parceiros. Em seis anos, a iniciativa cresceu de duas propriedades para cerca de 150 fazendas, concentradas principalmente no sul de Minas Gerais.

O programa oferece capacitação técnica e gerencial, apoio financeiro e orientações sobre bem-estar animal e preservação ambiental. “Nossa proposta é melhorar os indicadores produtivos e econômicos das propriedades e ampliar a qualidade do leite fornecido à indústria”, diz Rezende.

Segundo o executivo, as propriedades participantes registram produtividade e rentabilidade superiores às médias de mercado. A Danone estima retorno de R$ 116 para cada R$ 100 investidos nas fazendas incluídas no programa.

“Além disso, as fazendas participantes conseguiram reduzir em mais de 50% as emissões de carbono e em mais de 40% as emissões de metano”, calcula Rezende.

Falta de mão de obra desafia a produção leiteira

A empresa firma contratos de longo prazo com os fornecedores e adota mecanismos de precificação que, segundo a Danone, dão previsibilidade aos produtores. “Esse contrato está sempre linkado ao índice de precificação, que garante ao produtor uma previsibilidade, que é super importante neste mercado”, explica Rezende.

A disponibilidade de mão de obra é um dos principais desafios da produção de leite, afirma o executivo. Para lidar com a dificuldade de atrair trabalhadores, a companhia investe em capacitação, gestão das propriedades e tecnologias como sistemas robotizados de ordenha.

A sucessão rural é outro obstáculo citado por Rezende. Na avaliação dele, a melhora da rentabilidade pode tornar a produção leiteira mais atraente para jovens produtores e trabalhadores.

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