Daniel Lieberman discute novo conceito sobre exercícios físicos

Daniel Lieberman discute novo conceito sobre exercícios físicos, ressaltando importância do movimento motivado pela necessidade vital para a saúde humana.

12/07/2026 21:48

3 min

Sentar não é uma doença nem um comportamento que precise ser eliminado.
Sentar não é uma doença nem um comportamento que precise ser eli...

O conceito moderno sobre exercícios físicos precisa ser reavaliado: segundo professor Daniel Lieberman, de Harvard University, os seres humanos jamais foram projetados apenas pela prática voluntária esportiva por motivos estéticos ou puramente saudáveis.

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Ele explica que nossos ancestrais realizavam caminhadas longas, corriam quando necessário para conseguir alimento ou fugir de ameaças; contudo, também passavam grande parte do tempo sentando – se ou descansando como forma natural de economia energética na sobrevivência diária.

A visão evolutiva da atividade física

Quando o especialista questiona se as pessoas são feitas primariamente “para correr”, ele não está dizendo que a anatomia humana seja incapaz dessa ação. Pelo contrário: nosso corpo possui adaptações ótimas tanto para corridas quanto para caminhar por distâncias extensas.

No entanto, essas atividades eram sempre motivadas pela necessidade imediata — fosse buscar comida, mudar de localidade perigosamente e escapar de predadores; nunca pelo gasto energético sem uma recompensa concreta ou vital no momento em questão.

O descanso como comportamento natural

Para Lieberman, descansar é um hábito humano totalmente normal na perspectiva evolutiva do gênero Homo. Povos com modos de vida tradicionais ainda passam muitas horas sentados, agachados ou apoiando – se enquanto realizam tarefas manuais básicas, conversações sociais ou preparando alimentos.

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Esse ritmo era crucial para a sobrevivência: economizar energia aumentava as chances durante períodos difíceis por falta de comida disponível. Além disso, o repouso permitia recuperar os músculos após longas caminhadas e trabalhos físicos intensivos em busca da subsistência diária.

O sedentarismo moderno versus descanso ancestral

É importante entender que permanecer sentado não é uma doença nem um comportamento intrinsecamente errado; no entanto, Lieberman aponta riscos quando esse estado ocupa quase todo dia sem ser intercalado com outros movimentos musculares — como tarefas domésticas ou deslocamentos curtos.

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Ele diferencia claramente este cenário do conceito antigo: enquanto nossos antepassados podiam ficar sentados por horas a fio realizando atividades sociais de baixo esforço, eles também precisavam levantar – se regularmente para caminhar e carregar objetos em busca constante de alimento.

O problema atual reside na ausência total desse movimento diário necessário ao nosso desenvolvimento biológico original.

Como criar uma rotina mais compatível

A explicação evolutiva não sugere abandonar completamente o exercício físico; ela apenas ajuda os indivíduos a entender que depender somente da disciplina pessoal pode falhar muito facilmente no longo prazo.

Por isso, é recomendável buscar alternativas prazerosas ou aquelas ligadas à nossa vida social cotidiana: por exemplo, optar sempre por caminhar nos trajetos habituais feitos de carro. Outras dicas incluem interromper períodos longos sentados com pequenos deslocamentos e combinar atividades aeróbicas regulares ao fortalecimento muscular em geral.

Conclusão sobre movimento e saúde cardiovascular

O argumento do professor Daniel Lieberman não defende uma troca radical entre o sofá e as pistas de corrida; a mensagem principal reside na necessidade humana de alternar repouso adequado com movimentos necessários para manter os sistemas vitais funcionando corretamente.

Apesar disso, é fato que nosso corpo ainda depende da atividade física regular — mesmo moderada —, sendo essencial preservar músculos, ossos, metabolismo saudável e função cardiovascular por toda a vida. Compreender essa raiz evolutiva permite abandonar sentimentos de culpa excessiva ao construir rotinas baseadas em um equilíbrio constante: muito descanso quando necessário, mas também movimento frequente sempre disponível.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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