Cortar a cutícula faz mal? Dermatologistas explicam o risco e como cuidar das unhas sem alicate

Dor, vermelhidão e inchaço ao redor da unha indicam infecção; hidratar a pele todos os dias protege a barreira natural e evita a paroníquia.

3 min

O corte profundo das cutículas remove a barreira de proteção contra bactérias | Foto: Reprodução/Catraca Livre
O corte profundo das cutículas remove a barreira de proteção con...
▼

Remover a pele ao redor das unhas parece garantir um acabamento perfeito na manicure semanal, mas o hábito pode abrir caminho para infecções bacterianas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A hidratação diária, no lugar do alicate, mantém a pele saudável.

Na prática, a cutícula funciona como barreira que impede a entrada contínua de fungos patogênicos no leito da unha. Quando ela é cortada, abre-se espaço para a colonização de micro-organismos nocivos em tecidos sadios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que o corte da cutícula favorece infecções

Diversos dermatologistas explicam que o uso constante de instrumentos cortantes provoca microfissuras invisíveis ao redor da lâmina. Essas pequenas feridas rompem o selamento natural da pele e deixam a região periungueal exposta a contaminações severas, mesmo durante tarefas do dia a dia.

O alicate, ao retirar camadas profundas, agride diretamente os tecidos vizinhos. Esse trauma repetido abre fendas por onde bactérias da superfície da pele conseguem entrar com rapidez, o que pode resultar em uma infecção dolorosa.

Além disso, a paroníquia costuma aparecer após cortes exagerados feitos na limpeza estética. Se o tecido inflamado não recebe atenção, os agentes infecciosos podem atingir a matriz ungueal e prejudicar o crescimento saudável da unha.

Quais sinais indicam inflamação ao redor da unha

O primeiro sinal costuma ser dor sensível, acompanhada de vermelhidão na borda dos dedos. Essa reação localizada mostra que o organismo está reagindo à presença de corpos estranhos sob a borda desprotegida.

Leia também

Com o avanço do quadro, surge um inchaço incômodo, que pode latejar e acumular secreção amarelada. Nessa fase, a região fica quente e dolorida, o que atrapalha tarefas simples.

Como cuidar das unhas sem romper a barreira natural

Em vez de retirar o tecido protetor, especialistas recomendam hidratar com frequência as mãos e os dedos. Cremes emolientes aplicados todos os dias amaciam as asperezas da pele e dispensam o corte com ferramentas afiadas.

Outra alternativa é empurrar delicadamente a pele amolecida com uma espátula apropriada, logo após o banho morno. A técnica preserva a barreira contra agentes externos e ainda deixa o acabamento visual elegante.

Para manter essa rotina segura, vale adotar algumas atitudes simples: aplicar óleos vegetais ou cremes hidratantes ao redor das unhas todas as noites, empurrar a pele com espátula higienizada em vez de usar o alicate e evitar compartilhar instrumentos pontiagudos ou cortantes sem esterilização adequada.

Quando procurar um médico

Se a dor local persistir por vários dias ou houver drenagem de pus, é preciso consultar um médico. A SBD alerta que quadros bacterianos exigem diagnóstico clínico preciso para evitar danos graves na lâmina ungueal.

Em casos graves, o tratamento pode incluir o uso supervisionado de antibióticos tópicos ou orais. Preservar as defesas do organismo ajuda a manter unhas resistentes e bonitas, e a saúde deve vir sempre antes de qualquer padrão estético.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!