Custo da ajuda humanitária ao Sudão dispara devido a crise e conflitos no Irã

Custo do Envio de Ajuda Humanitária ao Sudão Aumenta
O custo do envio de parte da ajuda humanitária ao Sudão, que enfrenta a maior crise de deslocamento do mundo, mais que dobrou devido ao conflito com o Irã. A interrupção do transporte marítimo tem elevado os custos e atrasado a entrega do socorro, conforme informou a agência da ONU para refugiados nesta sexta-feira (1º).
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A crescente insegurança nas principais rotas marítimas do Golfo, além da congestão nos portos, aumento dos preços dos combustíveis e dos prêmios de seguros, tem dificultado a entrega de ajuda, especialmente na África. Navios que antes partiam de Dubai estão sendo substituídos por embarcações vindas da Europa, contornando o Cabo da Boa Esperança, o que pode adicionar até 25 dias ao tempo de entrega, segundo Carlotta Wolf, porta-voz da ACNUR, em entrevista a jornalistas em Genebra.
“Pessoas em extrema necessidade estão recebendo itens que ficam prontos mais tarde do que o necessário”, afirmou Wolf. Os custos de transporte para enviar itens de ajuda humanitária de Dubai para o Sudão e para o Chade vizinho mais que dobraram, passando de US$ 927.000 para US$ 1,87 milhão, destacou a porta-voz.
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Dependência de Rotas Terrestres e Escassez de Caminhões
O centro de Dubai abriga o maior estoque global de itens de ajuda humanitária da ACNUR, sendo um dos sete estoques espalhados pelo mundo, ao lado de locais como Copenhague, Nairóbi, Douala, Accra, Cidade do Panamá e Termez. Desde o início da guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, a navegação no Estreito de Ormuz foi interrompida, e o congestionamento em portos importantes, como Jeddah, na Arábia Saudita, e Mersin, na Turquia, tem aumentado a pressão sobre a entrega de ajuda.
Além disso, os prêmios de seguro contra riscos de guerra estão significativamente mais altos, variando entre 0,5% e 1,5% do valor da carga para trânsitos no Golfo. A crescente dependência de rotas terrestres também está gerando escassez de caminhões e elevando os custos de transporte, conforme acrescentou Wolf.
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Em Nairóbi, no Quênia, os preços dos caminhões estão subindo, o que causa atrasos e reduz a disponibilidade para envios à Etiópia, República Democrática do Congo e Sudão do Sul. Essas interrupções ocorrem em um momento em que a ACNUR enfrenta sérias restrições de financiamento, após cortes de doadores globais, com seu apelo de US$ 8,5 bilhões para ajudar 135 milhões de refugiados e deslocados internos recebendo apenas 23% do necessário.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



