Cristina Kirchner leva sua condenação ao Comitê de Direitos Humanos da ONU

Condenada por corrupção, a ex-presidente argentina Cristina Kirchner anunciou nesta quarta-feira (29) que levou seu caso ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Ela alega inocência e diz ter sido vítima de arbitrariedade judicial com o objetivo de tirá-la da política.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Kirchner, que governou a Argentina de 2007 a 2015, foi condenada a seis anos de prisão e à inelegibilidade perpétua por irregularidades na contratação de obras públicas durante o mandato. Desde 2025, cumpre pena em prisão domiciliar.
“A proscrição perpétua é, na realidade, a pena principal”, escreveu, em carta publicada nas redes sociais. “Querem impedir que uma parte do povo argentino possa voltar a escolher livremente o projeto que representa suas esperanças”, afirmou a ex-presidente, de 73 anos, que também se disse vítima de “um machismo estrutural que ainda subsiste em setores do sistema judicial argentino”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O comitê, formado por especialistas, supervisiona a aplicação do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. Petições individuais passam por uma longa análise; se o órgão concluir que houve violação de direitos, pode recomendar ao Estado medidas de reparação.
A inelegibilidade de Kirchner abriu um debate sobre quem deve liderar o peronismo, principal força de oposição ao presidente Javier Milei.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi revisado e corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



