Cristiano Ronaldo deixa concentração de Portugal após crise com Jorge Jesus

Crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus escala e atacante deixa concentração de Portugal na Dinamarca.

Jorge Jesus assumiu a Seleção de Portugal em julho de 2026

O clima na seleção portuguesa azedou de vez. Após uma série de desentendimentos entre o técnico Jorge Jesus e o capitão Cristiano Ronaldo, o atacante deixou a concentração da equipe nesta quarta – feira (30), em Copenhague, na Dinamarca. A saída ocorreu minutos depois da coletiva de Jesus, que tentou encerrar o caso, mas não conseguiu conter a crise.

O estopim foi o jogo contra a Noruega, quando Ronaldo foi chamado para aquecer, mas não entrou em campo. A situação escalou para uma conversa tensa entre os dois, que não foi suficiente para resolver o problema. Uma segunda reunião, já no hotel, teria acalmado os ânimos, mas a trégua durou pouco.

A versão de Jesus sobre o caso

Na coletiva antes do treino para o duelo contra a Dinamarca, Jorge Jesus foi direto ao ponto. Ele começou avisando que não queria uma entrevista focada apenas no capitão. “Não tenho um jogador. Tenho 23”, afirmou. O treinador revelou que Ronaldo não estava nos planos iniciais para as partidas contra Noruega e Dinamarca por causa da sequência de jogos.

Jesus explicou que o atacante normalmente não treina nos dois dias após uma partida. Sobre a situação em Oslo, o técnico admitiu que mudou de ideia durante o jogo. Disse a Ronaldo que poderia precisar dele por 20 ou 30 minutos e o mandou aquecer.

O erro, segundo ele, foi ter enviado o jogador para o aquecimento cedo demais. “Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias. Nem ele nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, zero”, declarou.

Jesus também reconheceu a insatisfação do camisa 7. “Não há nenhum que fique contente por aquecer e não entrar. Quanto mais o Cris.” Mas rejeitou qualquer ruptura. “Não há caso nenhum entre mim e ele.” E reforçou a regra: “O estatuto não dá direitos que os jogadores sejam diferenciados.” Sobre a ausência de Ronaldo no treino de terça (29), foi taxativo: “Ele não se recusou a treinar.

Hoje vai treinar.”

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A saída de Ronaldo e a reação do presidente

A garantia de Jesus durou poucos minutos. Enquanto os demais jogadores se preparavam para o treino no Parken, Ronaldo deixou o estádio em uma van da Federação Portuguesa de Futebol. Ele não participou da atividade e não deu explicações naquele momento.

Quase ao mesmo tempo, o avião particular do atacante deixou Copenhague.

Horas depois, Ronaldo publicou um desabafo no Instagram. Disse que a decisão foi tomada “após a conferência de imprensa do Selecionador Nacional” e depois de uma conversa com Pedro Proença, presidente da Federação. “Tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional”, escreveu.

E deixou no ar uma ameaça: “A seu tempo, direi a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional.” Ele encerrou desejando “boa sorte a Portugal” e aos companheiros, “sem exceção”.

Enquanto isso, Pedro Proença alterou sua agenda. Em vez de seguir para os Açores, onde assistiria ao jogo da seleção sub-21, viajou para Copenhague para acompanhar a situação pessoalmente. Jesus confirmou a reunião com o presidente e Ronaldo, mas negou que a viagem tenha sido para apagar um incêndio. “Ele não veio resolver nada porque não havia nada para resolver”, disse o técnico.